Trégua na Síria exclui cidade de Aleppo | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 30.04.2016
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Mundo

Trégua na Síria exclui cidade de Aleppo

"Regime de silêncio" de várias horas imposto por EUA e Rússia visa fortalecer cessar-fogo entre rebeldes e forças de Assad, em vigor desde o fim de fevereiro, mas frequentemente desrespeitado.

Syrien Krieg Kämpfe in

Combates prosseguem em Aleppo, custando vidas de centenas de civis

Um "regime de silêncio" de várias horas foi estabelecido neste sábado (30/04) em dois dos principais fronts da guerra civil na Síria, por pressão da Rússia e dos Estados Unidos.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, uma ONG sediada em Londres, confirmou que os lados em conflito depuseram armas por 24 horas na cidadela rebelde Ghuta Oriental, próxima a Damasco, e por 72 horas em regiões da província litorânea de Latakia, no norte do país. A pausa não vale, porém, para a capital regional Aleppo, onde os combates prosseguem.

Segundo o Exército sírio, as tréguas locais visam "fortalecer o cessar-fogo em curso". Na prática, contudo, o cessar-fogo negociado pelos Estados Unidos e a Rússia, válido desde 27 de fevereiro, está praticamente fora de vigor, em meio aos combates entre os rebeldes e as forças do governo do presidente Bashar al-Assad.

Situação "complexa" em Aleppo

O Departamento de Estado dos EUA declarou que não pressionaria pelo fim dos combates em Aleppo por a situação local ser "complexa". "Queremos nos concentrar em fortalecer a cessação das hostilidades, renová-la, reafirmá-la, de forma a podermos sustar as lutas ou as violações constantes nessas áreas", afirmou Mark Toner, porta-voz do órgão sediado em Washington.

Combates sangrentos têm abalado a cidade de Aleppo, no norte sírio, desde meados de abril, quando a aliança opositora Alto Comitê de Negociações (HNC, na sigla em inglês), apoiada pela Arábia Saudita, abandonou as conversações de paz. O Observatório Sírio de Direitos Humanos registra que ao menos 244 civis foram mortos desde a última erupção de violência, em 22 de abril.

Nesta sexta-feira, o alto comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Raad al-Hussein, repreendeu os partidos da guerra civil síria pelo "monstruoso descaso pelas vidas de civis", exigindo "ação urgente de todos os agentes relevantes".

O diplomata jordaniano igualmente instou a comunidade internacional a "combater a impunidade que tanto tem encorajado um sem-número de horrendas violações das leis internacionais humanitária e dos direitos humanos", ocorridas na Síria nos últimos cinco anos.

Desde a eclosão do conflito, em 2011, quando as forças governamentais esmagaram os protestos pró-democracia e pela deposição de Assad, mais de 270 mil pessoas já foram mortas e cerca de metade da população síria foi desalojada.

AV/dw/afp/rtr/efe

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