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Alemanha

Toyota sonha ter "novo Schumacher" ao volante de seu F-1

Instalados a 15 quilômetros da terra natal de Michael Schumacher, japoneses têm metas modestas para 2002, mas querem disputar título no futuro e estão de olho no surgimento do herdeiro alemão do tetracampeão mundial.

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Mika Salo senta-se no TF102, enquanto Allan McNish observa

A mais nova escuderia da Fórmula-1 não é alemã, mas instalou seu quartel-general na terra de Michael Schumacher. A japonesa Toyota apresentou seu primeiro modelo F-1, em Marsdorf, um bairro periférico de Colônia, a apenas 15 quilômetros de Kerpen, cidade natal do tetracampeão mundial. A equipe fará sua estréia na elite do automobilismo internacional em 3 de março de 2002, no Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne.

Apesar do entusiasmo com o desafio, a escuderia japonesa tem os pés no chão e fixou planos modestos para sua primeira temporada. "Queremos nos classificar para todas as corridas, terminar todos os grandes prêmios e aprender muito", afirma o chefe da equipe, o sueco Oven Andersson. A cautela tem razão de ser. Embora os pilotos Mika Salo e Allan McNish já tenham rodado quase 21 mil quilômetros, em 11 autódromos, desde março deste ano, o carro da Toyota ainda está longe de mostrar-se competitivo.

Bala na agulha – No entanto, o presidente da subsidiária Toyota Motorsport, Tsutomu Tomita, adverte a concorrência: "Um dia também vamos querer ganhar os títulos mundiais de construtores e pilotos." O poder de fogo dos japoneses não deve, porém, ser menosprezado. Além da McLaren-Mercedes e da Ferrari, a Toyota é a única escuderia com orçamento anual superior a 230 milhões de dólares.

Com tanto dinheiro disponível e instalada na terra de Schumacher, a Toyota já desmentiu várias vezes boatos de que contrataria o tetracampeão. "Por um lado, não podemos pagar seu salário. Por outro, contratá-lo criaria uma pressão por resultados muito grande sobre a equipe", justifica Andersson.

O ex-campeão do rali de Monte Carlo não descarta a presença de um sucessor de Schumacher ao volante da Toyota no futuro. "O próximo passo seria um piloto alemão, mas ainda temos de esperar por isto. Se em alguns anos houver novamente um bom piloto alemão, um novo Schumacher, por que não?", insinua o sueco.

A equipe – Desenhado pelo austríaco Gustav Brunner, o modelo TF102 possui motor V10 e câmbio semi-automático com seis marchas. Experiente, o finlandês Salo será o piloto principal, mas está afastado das corridas de F-1 há um ano, desde que foi contratado pela Toyota. Após estrear em 1994 na Lotus, o piloto de 35 anos disputou mundiais pela Tyrrell, Arrows, BAR, Ferrari (na qual foi parceiro de Michael Schumacher) e Sauber.

Já o escocês McNish, 31 anos, jamais correu um grande prêmio de Fórmula-1. Sua única experiência é a de piloto de testes, em 1994, na Benetton, quando Schumacher pilotava pela escuderia italiana. Ao todo, a subsidiária de automobilismo da Toyota reúne, em suas instalações na Alemanha, 600 funcionários, de 30 países. "Somos as Nações Unidas da Fórmula-1", brinca o chefe sueco Andersson.

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