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Copa do Mundo

Torcida brasileira em Colônia fica decepcionada com a seleção

Expectativa antes da partida era grande, mas apresentação sofrível da equipe deixa brasileiros que estão na Alemanha desapontados. Ronaldo é vaiado.

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Animação entre os brasileiros na Alemanha, só mesmo antes do apito inicial

O Heumarkt, no centro de Colônia, já estava lotado uma hora antes do início do jogo. O local cercado pela prefeitura para as transmissões dos jogos da Copa 2006 tem um telão gigante e comporta 6,5 mil pessoas, segundo a empresa privada responsável pela segurança do evento. Mais de mil torcedores estavam do lado de fora, reclamando por não poderem entrar. A entrada era grátis.

Lá dentro, a expectativa e a animação eram grandes: afinal, tratava-se da estréia na Copa 2006 do único pentacampeão mundial. A torcida, formada por pessoas de todas as nacionalidades, mas principalmente alemães e brasileiros, era toda do Brasil e vestia verde e amarelo de cima a baixo. Até um grupo de argentinos declarou que torceria para o arqui-rival. Só os croatas, que formavam um grupo coeso, defendiam suas cores.

Mas foi só o jogo começar para os ânimos esfriarem. Logo depois dos 10 minutos de partida, a torcida brasileira começou a reclamar. A primeira reação positiva só veio com o chute de Roberto Carlos, aos 15 min. Mas não por muito tempo.

"Parece que os brasileiros comeram feijoada demais e estão dormindo", disse Claudia Maria, de São Paulo. "Se não fizer, vai levar", afirmou Gilberto Camargo, funcionário da Bayer em São Paulo.

A alegria só voltou aos 43 min, com o golaço de Kaká. Dai em diante e até o final da primeira etapa, a torcida não parou mais de gritar o nome do craque do Milan.

Com um segundo tempo ainda pior do que o primeiro, começaram a pipocar as vaias e a impaciência dos torcedores brasileiros com a sua seleção aumentou. "Esse quarteto mágico parece que fez magia para desaparecer a bola", disse o cozinheiro Carlos Teixeira, de Tocantins.

Quando Ronaldo deixou o campo, foi vaiado de forma unânime. Aplausos, só para Robinho. Ao final, os brasileiros já não acreditavam no que viam. "O Brasil está pedindo para que o jogo acabe agora", disse Carlos Alberto Mendes, de São Paulo, aos 37 minutos finais.

O alemão Jan Schmidt, treinador de futebol amador, resumiu a situação. "Depois de todos os favoritos já terem jogado, já se sabe quem vai ser o campeão", disse. "A única seleção favorita ao título que convenceu foi a Alemanha."

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