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Mundo

Torcida alemã acorda cedo e depois comemora nas ruas

Milhares se reuniram na praça Potsdamer Platz, em Berlim. Comércio ficou às moscas na manhã deste sábado. Nos bares, café da manhã foi regado a cerveja. Chefe de governo vibra ao lado de metalúrgicos.

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Centenas de pessoas acompanharam o jogo na estação ferroviária de Munique

O entusiasmo dos alemães com sua seleção na Copa do Mundo começa a ganhar as ruas do país. Com a transmissão ao vivo da partida contra o Paraguai começando às 8h30, a Alemanha acordou cedo neste sábado. Houve quem passasse a noite na praça Potsdamer Platz, em Berlim, para garantir o melhor lugar diante do enorme telão instalado no complexo Sony Center. Desde a abertura do mundial, o local tornou-se diariamente ponto de encontro das torcidas alemã e estrangeiras na capital.

Desta vez não foi diferente. Milhares de pessoas lotaram a praça, que acabou interditada pela Polícia bem antes de a bola rolar, para evitar excesso de gente. O crescente otimismo dos alemães fez-se notar no comportamento dos torcedores. Muitos tiraram finalmente dos armários suas camisas da seleção, as vestiram e foram para as ruas. Vários pintaram os rostos com as cores preta, vermelha e amarela da bandeira nacional. Na hora do gol de Neuville, a Potsdamer Platz transformou-se num mar de bandeiras. Não houve incidentes.

Cerveja em vez de café – Nos bares, poucos torcedores mantiveram-se fiéis a seus costumes matinais de tomar chá ou café. Para acompanhar pãezinhos ou mesmo omeletes com batatas no desjejum diante da tevê, os alemães pediram cerveja. "Durante a Copa, estou faturando quatro vezes mais", confidenciou Ellen Staschen, dona do bar Potsdamer Stange, no bairro berlinense de Schöneberg. Sorridente, ela ainda informou: "E daqui a pouco vou receber um grupo de turistas dinamarqueses do hotel aqui ao lado. Eles reservaram todos os lugares para assistir ao jogo contra a Inglaterra."

Em Munique, a população também se concentrou onde havia telões, como na estação ferroviária central. Após Neuville fazer o gol decisivo, os bávaros foram festejar nas ruas com carreatas. A cena repetiu-se em várias outras cidades. Em Colônia, o comércio insistiu em abrir suas portas pela manhã, mas passou o período praticamente às moscas. Somente algumas poucas mulheres – boa parte estrangeiras – caminhavam tranqüilamente entre as prateleiras dos supermercados.

Políticos – Em Leipzig, o início do Congresso dos Metalúrgicos teve de esperar o apito final em Seogwipo. Juntos, centenas de sindicalistas e o chanceler federal Gerhard Schröder, convidado especial, acompanharam a partida num telão gigante. Fã de futebol, o chefe de governo manteve-se sentado, com a mão no peito, durante quase todos os 90 minutos. Somente quando Neuville decidiu o placar aos 43 minutos do segundo tempo, Schröder pulou da cadeira e ergueu o punho, como se ele mesmo tivesse feito o gol.

"A vitória foi merecida, embora tenhamos começado de forma muito contida", avaliou o torcedor número 1 do país, que, em carta à nação, havia prometido que ficaria assistindo ao jogo com a família em Hanôver e só depois cumpriria "agenda política". Quem acabou o fazendo foi seu concorrente na eleição federal de setembro, o governador da Baviera, Edmund Stoiber. O social-cristão adiou seus compromissos da manhã e ficou todo o tempo em casa diante da tevê.

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