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Economia

Toque estrangeiro no mercado alemão

É cada vez maior o número de estrangeiros que abre seu próprio negócio na Alemanha. A maioria recebe ajuda financeira do Banco Alemão de Compensação, que possui uma linha de crédito para os futuros microempresários.

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Lanchonetes ou butiques: as microempresas recebem apoio financeiro

O desejo do negócio próprio entre os estrangeiros que vivem na Alemanha está direcionado basicamente para o setor de prestação de serviços. Eles consertam calçados, reformam roupas, mas também abrem pequenas lanchonetes ou tele-entregas de pizzas, apenas para citar alguns exemplos. Em suma, eles ocupam uma parte do mercado que desperta pouco interesse entre os empresários alemães.

Seu grande problema é conseguir uma linha de crédito. A maioria dos bancos privados não tem o menor interesse em financiar a abertura de um negócio de pequeno porte. Este tipo financiamento é considerado de risco, especialmente porque os estrangeiros que pretendem se tornar empresários não costumam dispor de capital inicial e tampouco de garantias.

Em 2002, mais de 500 mil pessoas abriram algum negócio na Alemanha, segundo o Departamento Federal de Estatística. Deste total, mais de 20 mil são turcos, pelo menos 7 mil são italianos, quase 5 mil são gregos e outros mil são holandeses. Boa parte conseguiu tornar seu sonho uma realidade através do Banco Alemão de Compensação (Deutsche Ausgleichsbank - Dta), um instituto estatal que oferece uma linha de crédito especial com juros baixos.

O empurrão inicial

"Freqüentemente os estrangeiros dispõem de menos dinheiro do que os alemães. Para os bancos, isso não é atraente pois o lucro gerado pelo empréstimo é baixo e o risco alto. Nós temos um novo produto no mercado desde outubro de 2002 chamado de microcrédito, no valor máximo de 25 mil euros", esclareceu Margarita Tchouvakhina, chefe do departamento de pesquisa do Banco Alemão de Compensação. O objetivo é atender justamente ao estrangeiro que precisa de capital inicial para abrir seu pequeno negócio na Alemanha. Como uma espécie de fiador, o Dta garante 80% do valor do empréstimo, abrindo as portas dos bancos para a concessão de um crédito.

Desde 1990, o instituto já concedeu cerca de 11 mil empréstimos para estrangeiros e jovens empresários, no montante de mais de 550 milhões de euros, gerando aproximadamente 45 mil empregos. Uma ajuda que beneficia não apenas aos novos donos de negócios mas também o mercado de trabalho.

Crescimento constante

Uma pesquisa do Dta revelou que o número de estrangeiros que abrem negócios na Alemanha cresce de forma constante nos últimos anos. Em 2002, cerca de 3% do financiamento estatal para a abertura de novas empresas foi parar nas mãos de estrangeiros. Há dez anos, a porcentagem não chegava sequer a 1%.

O perfil, entretanto, continua o mesmo: os estrangeiros quase sempre têm as idéias, o conhecimento e a competência para abrir um negócio próprio, mas não o dinheiro necessário. No ano passado, mais da metade dos estrangeiros precisaram de valores inferiores a 50 mil euros para realizar seu projeto.

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