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Mundo

Tiroteio na Champs-Élysées deixa um policial morto

Atirador abre fogo contra policiais na avenida mais famosa de Paris, deixando ainda três pessoas feridas. Autoridades investigam incidente como ato terrorista. Estado Islâmico reivindica autoria de tiroteio.

Ambulâncias e viaturas fecharam Champs-Élysées após incidente

Ambulâncias e viaturas fecharam Champs-Élysées após incidente

Um policial foi morto e três pessoas ficaram feridas quando um homem armado abriu fogo contra uma viatura da polícia na noite desta quinta-feira (20/04), na Avenida Champs-Élysées, a mais famosa de Paris. 

O atirador desceu de um carro e disparou, com arma automática, contra policiais que estavam em frente uma loja próxima ao Arco do Triunfo. Dois policiais e uma turista estrangeira ficaram feridos. Um agente de segurança morreu. Segundo o porta-voz do Ministério francês do Interior, Pierre-Henri Brandet, os policiais foram escolhidos como alvo deliberadamente.

Brandet confirmou que o atirador foi morto quando tentava fugir. Após o tiroteio, a avenida foi fechada pela polícia, e imagens de TV mostravam dezenas de viaturas e ambulâncias no local.

A promotoria francesa investiga o incidente como atentado terrorista. O grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) reivindicou a autoria do tiroteio num comunicado divulgado pela agência de notícias jihadista Amaq. "O autor do ataque na Champs-Élysées no centro de Paris é o belga Abu Yussef. Ele é um dos combatentes do Estado Islâmico", disse.

Já o ministro do Interior da Bélgica, Jan Jambon, disse que o atirador foi identificado com um francês. "Por enquanto não temos nenhuma informação sobre um vínculo belga", acrescentou o ministro da Justiça da Bélgica, Koen Geens.

A emissora de televisão CNN disse que o suspeito teria atirado contra policiais em 2001, depois de ter sido parado por uma viatura. Ele foi condenado por esse crime e ainda teria passagens pela polícia por envolvimento em roubos violentos. A polícia francesa deteve três familiares do atirador. 

Um segundo suspeito apontado por autoridades belgas por possível envolvimento no atentado se entregou à polícia na cidade de Antuérpia, informou nesta sexta-feira (21/04) a agência de notícias "Belga". 

A três dias das eleições

Antes da declaração do EI, o presidente francês, François Hollande, afirmou estar convencido de que a circunstância do tiroteio aponta para um ato terrorista. Ele prometeu vigilância absoluta nos próximos dois dias que antecedem o primeiro turno das eleições presidenciais.

"Os meus pensamentos vão para a família do polícia morto e os entes próximos dos feridos", disse Hollande, manifestando solidariedade para com as forças de segurança do país.

A França está em estado de emergência e no máximo nível de alerta desde o início de uma série de ataques que, desde 2015, deixaram mais de 230 mortos no país. Milhares de militares e policiais podem ser com frequência vistos em pontos turísticos, prédios governamentais e centros religiosos.

O incidente na Champs-Élysées acontece três dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais. Apesar de pesquisas mostrarem os eleitores mais preocupados com desemprego e a situação econômica do país do que com terrorismo e segurança, analistas alertam que isso poderia mudar em caso de um novo atentado.

Após o tiroteio em Paris, os candidatos à presidência François Fillon e Marine Le Pen cancelaram os eventos eleitorais programados para o último dia de campanha nesta sexta-feira.

CN/ap/afp/rtr/lusa

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