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Mundo

Tiroteio fere três em Roma durante posse de novo premiê

Tiros feriram dois policiais, um deles gravemente, e uma passante na frente da sede do governo, a um quilômetro do local da cerimônia. Suposto atirador foi preso no local. Prefeito de Roma descartou ato terrorista.

Dois policiais e uma passante foram feridos num tiroteio ocorrido neste domingo (28/04) diante do Palácio Chigi, sede do governo italiano, localizado a cerca de um quilômetro de distância do Palácio do Quirinal, sede da presidência, no mesmo momento em que era empossado o novo gabinete de governo da Itália, liderado pelo político de centro-esquerda Enrico Letta.

Testemunhas disseram ter ouvido cinco ou seis tiros. O autor dos disparos, descrito como "bem vestido", foi preso no local, onde uma multidão esperava a chegada de Letta. O homem de 49 anos justificou o ato com sua ira contra os políticos. Não ficou imediatamente claro se o incidente teve relação com a posse do novo governo.

O prefeito de Roma, Gianni Alemanno, descartou pouco depois que o ocorrido tenha fundo terrorista. "Não foi um ato de terrorismo, mas sem sombra de dúvidas o clima dos meses passados não ajudou", declarou.

Um policial foi ferido no pescoço e seu estado é grave, segundo uma fonte policial. O outro foi ferido na perna, e seu estado era menos delicado. Conforme a mídia italiana, uma passante ficou ferida, embora de forma leve.

Italien Enrico Letta wird als Ministerpräsident vereidigt

Letta aperta mão de presidente italiano, Giorgio Napolitano, em cerimônia de posse

Presença feminina recorde no novo gabinete

O novo gabinete, composto por 21 membros, integrantes da esquerda, direita e centro do espectro político, tem idade média de 53 anos, significativamente mais baixa que a das administrações anteriores. Ele também inclui sete mulheres, entre elas, a primeira ministra nascida na África.

O novo primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, de 46 anos, pertence ao Partido Democrático (PD), de centro-esquerda. Ele disse que está satisfeito com a equipe, ressaltando que esta inclui "uma presença recorde" de mulheres.

Anna Maria Cancellieri, ministra do Interior no governo de Mario Monti, foi nomeada para a pasta da Justiça. Cecile Kyenge, oftalmologista nascida na República Democrática do República do Congo, é a nova ministra da Integração.

Outras nomeações de destaque incluem a ex-comissária europeia Emma Bonino, como ministra do Exterior, e o diretor do Banco da Itália, Fabrizio Saccomanni, como ministro da Economia.

Saccomanni prometeu cortar gastos e impostos e implementar medidas para tirar a Itália da recessão. O governo é apoiado pelo PD de Letta, assim como pelo conservador Povo da Liberdade (PDL), de Sílvio Berlusconi, e a aliança centrista do ex-premiê Mario Monti.

Influência de Berlusconi

Berlusconi descartou a possibilidade de ocupar um posto no gabinete, mas sua influência é assegurada pela presença do chefe de seu partido, Angelino Alfano, como ministro do Interior e vice-primeiro-ministro.

O movimento de protesto Cinco Estrelas (M5S), do humorista Beppe Grillo, assim como a nacionalista Liga do Norte e pequenas legendas de extrema-esquerda e extrema-direita afirmaram que vão permanecer na oposição.

PD, PDL e M5S obtiveram, cada um, cerca de um quarto dos votos nacionais nas eleições de fevereiro, em que a coalizão de centro-esquerda tendo superado os conservadores de Berlusconi por uma estreita margem.

Letta prometeu colocar a economia e a reforma política como prioridades de sua agenda de governo.

MD/rtr/dpa

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