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Mundo

Timoshenko vai concorrer à presidência da Ucrânia

Ex-premiê de 53 anos, ícone da Revolução Laranja de 2004, é bem-vista pelos que desejam reformas no país em crise. Moscou estuda processo contra ela por ameaças à vida de Putin divulgadas no YouTube.

A ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko anunciou nesta quinta-feira (27/03), em Kiev, que pretende concorrer nas eleições presidenciais de 25 de maio. Ela confirmou, assim, as especulações em torno de sua carreira política, em curso desde que foi libertada da prisão, há pouco mais de um mês.

Timoshenko, de 53 anos, já foi premiê da Ucrânia por duas vezes. Em 2010 também concorreu ao cargo de presidente, perdendo, porém, para Viktor Yanukovytch. Seu retorno à vida pública, após mais de dois anos de uma pena controvertida, foi saudado por muitos dos que desejam reformas no país.

Há poucos dias, a carismática líder da Revolução Laranja de 2004 ocupou as manchetes internacionais, devido a uma gravação telefônica divulgada na plataforma de vídeo YouTube, em que pronuncia ameaças de morte contra o presidente russo, Vladimir Putin.

"Eu mesma estou pronta a pegar uma kalashnikov e atirar na cabeça desse cretino", diz Timoshenko, numa conversa interceptada com um político do pró-russo Partido das Regiões. "Vou levantar todo o mundo [contra a Rússia], assim que eu possa, para que – diabos! – da Rússia não sobre nem um campo queimado."

A política ucraniana basicamente confirmou a legitimidade da gravação em mensagem no Twitter, ressalvando que alguns trechos foram modificados. O Partido Comunista russo requereu que o órgão de investigações em Moscou estude a possibilidade de abrir um processo contra ela.

Atualmente a Ucrânia enfrenta uma crise política tanto dentro de suas fronteiras como com a potência vizinha, Rússia. Na última terça-feira, o ministro da Defesa Ihor Teniukh retirou-se do cargo.

Após meses de protestos, que culminaram na deposição do pró-russo Yanukovytch e instauração do governo interino, a Crimeia decidiu, em referendo no início de março, sobre a própria independência em relação a Kiev e consequente adesão à Federação Russa.

Antes, tropas de Moscou já haviam assumido o controle de fato da península, sob o pretexto de proteger a população de etnia russa. Tanto a União Europeia quanto os Estados Unidos rejeitaram a votação popular, classificando-a como ilícita, e condenaram o procedimento de Putin. Foram impostas sanções contra diversas personalidades ucranianas e russas consideradas responsáveis pela crise.

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