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Mundo

Timoshenko inicia greve de fome em apoio a protestos pró-UE

Ex-primeira-ministra ucraniana exige que o presidente Yanukovitch assine o acordo de associação com a União Europeia e abandone o curso pró-Rússia. Timoshenko cumpre pena de prisão e está internada num hospital.

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Bandeira estampa o rosto de Timoshenko nos protestos em Kiev

A líder oposicionista ucraniana Julia Timoshenko entrou em greve de fome nesta terça-feira (26/11), em soliedariedade aos milhares de manifestantes que saíram às ruas para protestar contra a decisão do governo de abandonar um acordo com a União Europeia (UE).

Timoshenko, que em 2004 contou entre os líderes da chamada Revolução Laranja, de caráter pró-Ocidente, anunciou sua decisão na noite de segunda-feira, por meio de uma carta aos cerca de 20 mil manifestantes pró-UE que ocupavam pelo segundo dia consecutivo o centro da capital, Kiev.

Em 2011 – um ano após ter perdido as eleições para o presidente Viktor Yanukovitch – Timoshenko foi condenada a sete anos de prisão, acusada de abuso de poder. O processo foi classificado por ela e pelo Ocidente como tendo motivação política.

"Declaro greve de fome por tempo indeterminado exigindo que [o presidente] Yanukovitch assine o acordo de associação e livre comércio com a UE", anunciou a ex-primeira ministra ucraniana, por meio da carta lida pelo seu advogado.

"Caso Yanukovitch não assine nosso tratado com a UE no dia 29 de novembro, removam-no da face da Ucrânia através de meios pacíficos e constitucionais", juntamente com seus correligionários "políticos e corruptos", acrescentou. "Não parem!", clamou Timoschenko.

A líder oposicionista está internada num hospital desde 2012 por causa de uma hérnia de disco. Médicos alemães que a examinaram disseram que ela deveria ser tratada no exterior. Por isso a UE exige que o governo ucraniano permita que a ex-primeira-ministra deixe a Ucrânia para tratamento.

Pressão da Rússia

O presidente Victor Yanukovich teria sucumbido a pressões do governo russo

O presidente Victor Yanukovich teria sucumbido a pressões do governo russo

O país de 45 milhões de habitantes entrou em nova crise política após o governo rejeitar o acordo com a União Europeia, que deveria assinado numa conferência em Vilnius, na Lituânia, nos próximos dias.

A mudança de postura do governo veio logo após Yanukovitch manter conversações sigilosas com Vladimir Putin, que teria ameaçado impor graves sanções econômicas à Ucrânia caso o governo de Kiev assinasse o acordo com a UE.

O acordo de associação deixaria o país num caminho seguro para sua entrada na UE e poderia resultar no fim de sua dependência histórica da Rússia. Para Putin, a Ucrânia seria um membro fundamental do bloco econômico rival União Eurasiática, sob forte influência da Rússia, que inclui, entre outros, Cazaquistão e Belarus.

Yanukovitch justificou a recusa em se associar à UE em razão dos temores relacionados à ruptura dos laços comerciais de seu país, que enfrenta dificuldades econômicas, com Moscou. Ele chegou a afirmar que não agiria em "detrimento da Ucrânia e de seu povo".

A decisão de abandonar o acordo com a UE foi tomada após o Parlamento ucraniano ter rejeitado leis que permitiriam a Timoshenko deixar o país para iniciar tratamento, uma das principais condições impostas pela UE para a assinatura do acordo.

RC/afp/lusa

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