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Economia

ThyssenKrupp tira proveito da alta do aço

ThyssenKrupp vai construir usina em solo brasileiro. Transferência de empregos para regiões de mão-de-obra barata é o principal motivo do notável crescimento do conglomerado, após a fusão de 1999.

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Aço semi-acabado a ser produzido no Brasil será processado na região alemã do Ruhr

Após um lucro recorde em 2003/2004, o conglomerado siderúrgico ThyssenKrupp planeja uma ofensiva de expansão, confiando na crescente demanda mundial pelo aço. A empresa pretende investir cerca de 1,5 bilhão de dólares numa usina metalúrgica no Brasil. O presidente do conglomerado, Ekkehard Schulz, deu por encerrada a fase de consolidação de cinco anos que seguiu a fusão entre Thyssen e Krupp: "Agora é hora de introduzir uma estratégia de avanço".

Brasil: aço bruto mais barato do mundo

O conglomerado já liberou 50 milhões de euros para a compra do terreno onde será construída a nova metalúrgica no Brasil. A usina, que deverá começar a funcionar em 2008, deverá expandir a capacidade de produção de aço bruto para 20 milhões de toneladas ainda nesta década. Schulz justificou o projeto, explicando que o Brasil é o local mais barato do mundo para se produzir aço bruto.

A metade do aço semi-acabado a ser produzido no Brasil deverá ser processada na região do Rio Ruhr, na Alemanha, e a outra metade, ser exportada para a América do Norte. O presidente do conglomerado garantiu que os novos altos-fornos da siderúrgica a ser instalada no Brasil não afetarão os empregos na Alemanha. A ThyssenKrupp também anunciou a intenção de se empenhar de forma mais ativa na consolidação da indústria siderúrgica européia.

Lucro anual beira um bilhão de euros

Cinco anos após a fusão da Thyssen com a Krupp, o conglomerado aposta em expansão nos setores siderúrgico, naval e subsidiário da indústria automobilística, bem como na construção de elevadores, comércio de matérias-primas e engenharia mecânica. Além de planejar a futura siderúrgica no Brasil, a ThyssenKrupp pretende investir na produção e processamento de aço na China, onde a demanda vem crescendo em ritmo surpreendente.

A ThyssenKrupp, que ainda pretende tirar maior proveito do boom mundial do aço, só tem boas notícias. O conglomerado movimentou 39,3 bilhões de euros no ano passado, o que representa um crescimento de 11%. O lucro anual aumentou 64%, chegando a 904 milhões de euros. O plano para o próximo ano é elevar o faturamento para 41 bilhões de euros.

Produtividade às custas de empregos na Alemanha

Este desempenho, o melhor desde a fusão em 1999, não é resultado de fatores conjunturais, mas sim das medidas de otimização implementadas no conglomerado, destaca Schulz. Desde 1999, a empresa cortou 11 mil empregos na Alemanha e empregou 17 mil no exterior.

A produtividade da ThyssenKrupp está bem acima da média do setor. "O número de funcionários da indústria siderúrgica na Alemanha caiu de 417 mil, em 1969, para 95 mil, em 2003, enquanto a produtividade anual aumentou de 82 para 474 toneladas por funcionário", destaca Schulz.

Por um triz suspeita de cartel

A ThyssenKrupp continua se estruturando e se concentrando no seu principal setor. Além de ocupar uma sólida posição no mercado de aço, o conglomerado é um dos maiores fornecedores da indústria automobilística, produzindo sistemas de direção completos para veículos comerciais e de passeio. Na produção de elevadores e escadas rolantes, a ThyssenKrupp conseguiu consolidar sua posição na Ásia através de encampamentos.

Na construção naval, a ThyssenKrupp planeja uma fusão com o estaleiro Howaldtswerke, o que lhe possibilitará liderança na indústria naval militar e uma posição de destaque na fabricação de submarinos convencionais. Foi por isso que os planos da empresa despertaram a apreensão dos órgãos europeus anticartel.

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