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Economia

ThyssenKrupp promete pagar dividendos, mas acionistas mantêm pressão

Mesmo com prejuízos bilionários, presidente diz que conglomerado alemão está no caminho certo para retomar sucesso. Questionado por investidores, porém, ele não consegue dizer quando a companhia sairá do vermelho.

A saúde financeira do conglomerado industrial ThyssenKrupp ainda sofre por conta de decisões erradas tomadas no passado, afirmou o presidente da companhia, Heinrich Hiesinger, durante assembleia de acionistas nesta sexta-feira (17/01). Mas neste ano ela voltará a pagar dividendos, prometeu – sem especificar, porém, quando.

Durante reunião na sede central do conglomoerado, em Bochum, – a terceira de Hiesinger como presidente da empresa – ele pediu paciência aos acionistas, que já acumulam dois anos seguidos sem acumular dividendos.

"Nós podemos e vamos fazer com que a ThyssenKrupp seja novamente uma empresa de grande sucesso, que registra ganhos contínuos", garantiu, ressaltando que a companhia passa por importantes transformações e agora segue "no rumo certo". A fabricante de aço, elevadores, equipamentos de usinas industriais, submarinos e peças de automóveis está em meio a uma grande reestruturação.

A pressão sobre Hiesinger é grande

. Em 2013, o prejuízo do conglomerado alemão foi de 1,5 bilhão de euros. No ano anterior, havia passado de 5 bilhões de euros. O presidente afirmou que até hoje investimentos fracassados no setor do aço pesam nas contas da ThyssenKrupp. Ele tenta fortalecer a empresa no setor de equipamentos e aliviar investimentos na produção de aço.

Apesar dos últimos resultados, Hiesinger carregou no otimismo e destacou a recente queda da dívida bruta da empresa. Ele ainda ressaltou que pela primeira vez em seis anos entrou mais dinheiro nos cofres da empresa do que saiu. Neste ano, disse ele, a ThyssenKrupp quer buscar um maior equilíbrio em suas contas.

Hauptversammlung ThyssenKrupp AG Bochum 17.01.2013

Hiesinger mostra otimismo aos quase dois mil acionistas da ThyssenKrupp durante assembleia em Bochum

Pelo menos no mercado de ações o otimismo do alemão foi bem aceito. A previsão de finalmente sair do vermelho neste ano animou investidores, fazendo com que as ações da ThyssenKrupp subissem 2,4% na bolsa de Frankfurt.

Mas a paciência dos investidores está cada vez mais curta. "Senhor Hiesinger, o senhor chegou ao cargo com vários elogios prévios e talvez tenha aumentado, com isso, bastante as expectativas", disse o administrador de fundos Ingo Speich, da Union Investment, durante a assembleia. "Estamos sentindo falta de uma estratégia clara".

Outro acionista alertou o presidente. "O prazo já chegou ao fim, precisamos ver avanços", pressionou Bernd Günther.

Também foi divulgado nesta sexta-feira um passo importante em direção à recuperação da empresa. Após uma série de acusações de corrupção e de formação de cartel, o Conselho de Diretores decidiu criar um departamento de fiscalização específico para cuidar do assunto, que será chefiado pelo ex-diretor do setor jurídico da empresa Donatus Kaufmann.

Nos últimos anos, a ThyssenKrupp precisou desembolsar 100 milhões de euros em pagamentos de danos e multas de cartel.

MSB/dpa/afp/rtr

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