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Economia

ThyssenKrupp compra HDW e concentra estaleiros navais

A ThyssenKrupp deu o primeiro passo para a esperada grande fusão naval na Alemanha: acertou a compra do estaleiro HDW. Observadores especulam agora sobre a formação de uma indústria naval européia.

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Ferry-boat fabricado pela HDW em Kiel

Após mais de uma década de debates, os grandes estaleiros militares da Alemanha içaram velas sob a bandeira da ThyssenKrupp para conquistar o mercado mundial. O grupo norte-americano de investidores OEP assinou uma declaração de intenções com o tradicional grupo alemão sobre a venda de seu estaleiro HDW, em Kiel.

KDW: líder em submarinos

Com a mais moderna tecnologia, o HDW é líder mundial na fabricação de submarinos não nucleares. Atualmente, testa o primeiro submarino a hidrogênio do mundo para a Marinha alemã, para o qual já tem encomendas de 12 países. Uma subsidiária do HDW na Suécia é líder no desenvolvimento de fragatas de difícil localização. Há poucos meses, o estaleiro de Kiel voltou a fabricar navios contêineres, após uma pausa de dez anos.

Com a fusão, estariam unidos os três estaleiros navais alemães: além do HDW, Blohm + Voss, bem como Nordseewerke. Eles possuem 9300 funcionários e têm um faturamento anual de cerca de 2,2 bilhões de euros. A ThyssenKrupp terá uma participação de 75% na nova empresa, cujo nome e sede ainda não foram escolhidos. O grupo OPE ficará com 25%, recebendo ainda 240 milhões de euros.

A união faz a força

U-Boot U 31 auf Testfahrt

O primeiro submarino do mundo motivo a células combustíveis sendo testado pela HDW. Ele foi entregue em março deste ano à Marinha alemã

"A cooperação prevista não apenas irá melhorar a capacidade de concorrência dos estaleiros, como também fortalecerá a posição alemã no processo de concentração da indústria naval na Europa", avaliou o ministro alemão da Economia, Wolfgang Clement.

Tanto políticos como sindicalistas vinham exigindo a união dos estaleiros alemães para que eles consigam manter o curso em águas internacionais cada vez mais agitadas. No entanto, o HDW trocou várias vezes de proprietário, dificultando uma aliança.

Competitividade X empregos

"Uma cooperação como essa na Alemanha já deveria ter sido feita há muito tempo, a fim de manter a competitividade dos estaleiros nacionais", comentou Wolfgang Mädel, do Sindicato dos Metalúrgicos IG Metall, em Kiel, tendo em vista os concorrentes na Coréia e na China. Estes constróem navios a preços até abaixo de custo, graças às subvenções que recebem. Os estaleiros europeus protestam há anos contra essa concorrência desleal.

Tarnkappen Korvette hergestellt von HDW, Howaldtswerke-Deutsche Werft

Corveta invisível para a Marinha sueca - outra jóia da HDW. Feita de um sanduíche de fibra de carbono e resina estervinilica, ela não pode ser detectada por radar

Por mais que apóiem a fusão, os sindicalistas já farejaram que a busca de sinergias pode levar ao corte de empregos. Certamente haverá mudanças, mas pelo menos os quatro lugares de produção na Alemanha estão garantidos: Hamburgo, Kiel, Rendsburg (Schleswig-Holstein) e Emden (Baixa Saxônia). Contudo, a hora da verdade será em julho, quando o OEP e a ThyssenKrupp assinarem o contrato da fusão.

O grupo OEP solicitará uma permissão especial para a fusão ao Ministério da Economia, o que é necessário para evitar problemas com as autoridades anticartel em Bruxelas. As diretrizes da União Européia admitem licenças especiais, quando estão em jogo interesses nacionais considerados sensíveis, como é o caso da produção de armamento ou, no caso, navios de guerra e para a Marinha.

O sonho de uma indústria naval européia

Segundo especialistas, a fusão na Alemanha poderia incentivar uma solução em nível europeu para os estaleiros, conforme o modelo da EADS, a Indústria Européia Aeronáutica e Aeroespacial. Tanto o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, como o presidente francês, Jacques Chirac, já sugeriram uma aliança entre estaleiros navais alemães e os franceses (Thales e DCN).

A cooperação poderia englobar ainda firmas italianas e britânicas. A consolidação da indústria armamentista é inevitável, uma vez que muitos países cortaram boa parte de seus orçamentos militares desde o fim da Guerra Fria.

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