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Economia

ThyssenKrupp anuncia novo aumento do aço

Líder alemã na produção de aço anuncia aumento entre 3 e 5%, já a partir de abril. Enquanto indústria acusa aciarias de especulação, siderúrgicas reclamam que a empresa brasileira CVRD pratica aumento abusivo de preços.

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Rolos de aço galvanizado na fábrica da ThyssenKrupp em Duisburg

A ThyssenKrupp, maior produtora alemã de aço, anunciou para abril aumentos de 3 a 5% para seus produtos. Com isso, a tonelada de tiras largas laminadas a quente, por exempo, ficaria 15 euros mais cara, informou nesta sexta-feira (11/02) o jornal Financial Times Deutschland (FTD). E quando um gigante do setor aumenta os preços, a experiência mostra que outras empresas seguem o mesmo passo, acrescentou o diário.

Em janeiro, a tonelada de tiras largas a quente custava em média 520 euros, o que já representava um encarecimento de 70% no preço do produto em relação a um ano atrás. Os constantes aumentos de preços praticados pelas aciarias são fortemente criticados pelos clientes. As indústrias de automóveis, de máquinas e da construção civil reclamam já há alguns meses dos altos custos da matéria-prima. Os críticos acusam as siderúrgicas de estarem se aproveitando da situação para aumentarem seus lucros.

Aumentos em cadeia

Stahlröhre auf Halde

Tubos de aço em depósito

O setor siderúrgico, por seu lado, rejeita as críticas, alegando que houve uma elevação dos custos de produção. "A Companhia Vale do Rio Doce, a maior produtora e exportadora de minério de ferro do mundo, solicitou um aumento de preços de 90%", informou nesta quinta-feira a Stahl, a Associação Alemã da Indústria do Aço.

Isto obrigaria um reajuste de até 30% nos preços, causando custos adicionais da ordem de um bilhão de euros para a indústria alemã. Em nível europeu, os custos adicionais chegariam a três bilhões de dólares, calcula a Stahl.

Apesar dos protestos, o Financial Times Deutschland considera boas as chances de as aciarias imporem seus preços, já que a forte demanda faz o setor trabalhar no limite de sua capacidade. Apesar da produção recorde do ano passado, a atual procura mundial ainda supera a oferta em algumas centenas de milhares de toneladas.

Contudo, alguns observadores esperam que o apogeu deste boom logo seja alcançado. A empresa britânica de consultoria Meps inclusive já prevê uma queda nos preços para o segundo semestre deste ano.

Acusação de preços abusivos

A responsabilidade pelos altos preços é passada adiante. Os fabricantes de aço, por sua vez, acusam os fornecedores de minério de ferro de estarem se aproveitando da situação. "De forma nenhuma se pode justificar um encarecimento de 90% com aumentos nos custos na extração", queixou-se Dieter Ameling, presidente da Associação Alemã da Indústria do Aço.

Stahlmarkt

Trabalho em alto-forno

Uma porta-voz da empresa alemã Salzgitter disse que o conglomerado não esperava um aumento tão grande, visto que o preço da tonelada de minério de ferro em 2004 já girava em torno de 30 dólares − sem contar os custos de transporte. Com o aumento pretendido pela Vale do Rio Doce, a tonelada do produto subiria para 55 dólares.

Três dominam mercado de minério de ferro

A produção mundial de minério de ferro está fortemente concentrada. Três empresas − a brasileira CVRD e duas australianas (Rio Tinto e BHP Billiton) − detêm três quartos do mercado mundial. Com seu poder, elas podem aproveitar as fases de alta demanda para impor seus preços.

Analistas de mercado não acreditam, no entanto, que as mineradoras consigam impor suas exigências de forma integral. "No momento, há muitas ameaças vãs no ar", disse um analista em Frankfurt. A indústria japonesa do aço, por exemplo, suspendeu as negociações há duas semanas, depois que a Rio Tinto, segunda maior exportadora de minério de ferro do mundo, manifestou a intenção aumentar seus preços em 50%.

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