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Alemanha

Thomas Haas otimista com o US Open

Três meses após o grave acidente de motocicleta envolvendo seus pais, Haas retorna ao tênis determinado a vencer.

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O tenista alemão Thomas Haas

No dia 8 de junho, Brigitte e Peter Haas, pais de Thomas, sofreram um acidente de trânsito na Flórida. "Eu estava voltando para casa quando minha namorada ligou para mim contando o que aconteceu. Ela disse que viu meus pais inertes caídos na rua", relembrou.

Este dia mudou a vida do tenista alemão. "Eu podia ter perdido meus pais. De uma hora para outra o tênis deixou de ter importância para mim", revelou Thomas. A guinada em sua vida é justificável. Por 20 dias Peter ficou em coma, entre a vida e a morte, com lesões generalizadas. "Durante três semanas eu só pensava no momento em que meu pai acordaria".

Além de ter que controlar a dor, Thomas precisou tomar decisões de extrema responsabilidade, com conseqüências muito mais sérias do que aquelas vividas nas quadras, quando um erro significa, no máximo, uma derrota ou perda de pontos. No caso de seus pais, foi Thomas quem decidiu evitar que os médicos amputassem a perna direita de seu genitor.

Três meses após o acidente, Brigitte e Peter estão em uma clínica de reabilitação na Alemanha. Peter ainda não consegue caminhar sozinho e terá que se submeter a mais uma operação. O estado de saúde de ambos, entretanto, melhora a cada dia.

A experiência trouxe maturidade ao tenista alemão de 25 anos, que, neste meio tempo, voltou a treinar e agora participa do Aberto dos EUA. "Eu agradeço por ainda poder praticar este esporte. De vez em quando ainda me lembro dos momentos mais dramáticos do acidente mas procuro logo pensar em outra coisa", disse Thomas, que considera o tênis uma espécie de terapia.

Seu objetivo agora é se recuperar de uma contusão no braço e somar pontos para poder disputar o torneio que reúne os oito melhores jogadores do mundo, em Xangai, no mês de novembro. A conquista seria um presente para Peter Haas que espera até lá estar em condições de acompanhar da arquibancada uma partida de seu filho.

Derrota alemã na estréia

A estréia alemã no primeiro dia jogos do Aberto dos EUA, na segunda-feira (26/8) foi decepcionante. Os três tenistas que jogaram foram desclassificados por seus adversários. Lars Burgsmüller perdeu para o sueco Robin Soderling, de 18 anos, por 6/7 (7/9), 0/6 e 4/6.

Barbara Rittner foi derrotada pela tailandesa Tamarine Tanasugarn por 4/6, 7/6 (7/4) e 2/6. A tenista admitiu que jogou muito aquém do esperado e atribuiu seu péssimo desempenho à gripe supostamente provocada pela excessiva refrigeração dos aparelhos de ar condicionado nos locais fechados nos Estados Unidos.

Greta Arn também não conseguiu um resultado melhor. A iugoslava Jelena Dokic venceu a alemã sem problemas, por 6/2 e 6/2. O treinador Markus Schur criticou a atuação feminina. "Nossas garotas precisam se conscientizar que possuem potencial suficiente para derrotar as adversárias".

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