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Mundo

Terrorismo e Oriente Médio alteram agenda de encontro da UE

Os ministros do Exterior da União Européia condenaram a morte do xeque Ahmed Yassin, líder da organização islâmica radical Hamas e criticaram Israel pelo atentado.

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Palestinos protestam contra atentado

Os últimos acontecimentos "atropelaram" a agenda do encontro de cúpula da União Européia para o próximo fim de semana (25 e 26/03) que, em princípio, deveria tratar da política econômica da comunidade. Se as bombas que explodiram em Madri levaram os ministros do Interior a tratar principalmente do combate ao terrorismo, na última sexta-feira (19), agora foi um atentado na Faixa de Gaza que colocou novamente o Oriente Médio em destaque, na reunião dos ministros do Exterior da UE, nestas segunda e terça-feiras, em Bruxelas.

Três mísseis disparados pelas Forças Armadas de Israel mataram o xeque paralítico Ahmed Yassim, de 67 anos, líder da organização fundamentalista Hamas, quando ele deixava uma mesquita na Faixa de Gaza. Morreram também dois guarda-costas e outros cinco palestinos.

Scheich Ahmed Jassin in einer Mosche in Gaza Stadt

Xeque Yassin, o mentor do terrorismo do Hamas, numa mesquita em Gaza

O encarregado de Política Externa da UE, Javier Solana, condenou a ação do exército israelense. "A União Européia sempre condenou esse tipo de assassínio e continuará a fazê-lo, mas desta vez é necessário um repúdio mais forte", disse o político espanhol.

Jack Straw, o ministro britânico, foi ainda mais duro ao falar à imprensa, ao entrar no prédio da UE, em Bruxelas: "Todos nós entendemos que Israel tem direito de autodefesa contra terroristas, no marco do direito internacional. Mas não pode ordenar esses assassínios ilegais que, por isso, condenamos. Isto é inaceitável, injustificável e a ação não vai levar a nada".

O ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, mostrou-se preocupado com a situação criada com o assassinato do líder espiritual da organização palestina radical Hamas, o inimigo número 1 do Estado de Israel, e o futuro do processo de paz no Oriente Médio.

Assassínio extrajudicial

A União Européia condenou expressamente o atentado que resultou na morte do líder do Hamas. Israel não tem o direito de perpetrar "assassínios extrajudiciais", diz a declaração conjunta da UE, divulgada em Bruxelas. Ações como essa não apenas são contra o direito internacional, como também solapam o conceito de estado de direito, que é um elemento fundamental na luta contra o terrorismo. Ambas as partes devem abster-se de uma escalada da violência, que só traria mais derramamento de sangue, tornando impossíveis as negociações de paz.

O plano de paz do "quarteto para o Oriente Médio" seria a base para as negociações. Formado por representantes das Nações Unidas, União Européia, Estados Unidos e Rússia, o quarteto reúne-se nesta segunda-feira, no Cairo, diante da situação explosiva e das ameaças de vingança do Hamas.

Violência incontrolável e pacote antiterror

O representante da Autonomia Palestina na Alemanha, Abdullah Franghi, também teme uma escalada da violência. "O assassinato do xeque Yassin servirá de motivo para ações de represália dos seus adeptos", disse Franghi, em entrevista a uma emissora. "E isso não vai se fazer esperar", acrescentou. "Israel abriu as comportas para uma violência que não haverá mais como controlar." Franghi, porém, continua defendendo uma solução política. Ela passaria necessariamente pela retirada das tropas israelenses dos territórios palestinos.

Os ministros do Exterior discutiram ainda e aprovaram o pacote de medidas antiterrorismo preparado por seus colegas da pasta do Interior. Ele prevê um novo cargo de coordenador do combate ao terrorismo, para garantir melhor fluxo das informações. Os chefes de Estado e governo da UE, por sua vez, devem aprovar na conferência de cúpula uma "cláusula de solidariedade", garantindo ajuda mútua em caso de atentados terroristas. O plano de ação aprovado após 11 de setembro será atualizado, tendo acelerada sua implementação. A cooperação dos serviços secretos também deverá ser fortalecida. No entanto, ainda há vários obstáculos legais nesse sentido nos grandes membros da UE, com exceção da Alemanha.

A situação no Kosovo também foi acrescentada à agenda dos 25 ministros dos atuais 15 membros da UE e dos 10 que entrarão em 1º de maio. Diante dos novos distúrbios, a Otan teve que reforçar suas tropas naquela província sérvia de maioria albanesa, a fim de restabelecer a ordem.

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