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Mundo

Terror faz Alemanha aumentar tropa

Forças Armadas da Alemanha vão receber um reforço de 5 mil militares especializados em tarefas antiterror, em conseqüência de 11 de setembro. Poupança obtida com redução de pessoal civil vai ser investida em armamentos.

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Ministro da Defesa, Rudolf Scharping (e): Exércitos profissionais são mais caros.

As Forças Armadas da Alemanha (Bundeswehr) vão aumentar, consideravelmente, o seu contigente, até o ano 2010, para atender as necessidades decorrentes dos atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, com mais de 3 mil mortos. O número de recrutas e militares vai aumentar, progressivamente, dos atuais 188 mil para 203 mil nos próximos 8 anos. Isso representa 5 mil soldados a mais do que estava previsto e este contingente adicional será de peritos para tarefas especiais de combate ao terrorismo.

O reforço do contingente alemão foi anunciado pelo ministro da Defesa, Rudolf Scharping, ao apresentar, em Berlim, nesta segunda-feira, um balanço da maior reforma militar alemã depois da Segunda Guerra Mundial. Na ocasião, o ministro confirmou sua posição contra a extinção do serviço militar obrigatório e criação de um Exército profissional defendidos pelo Partido Verde, parceiro do Partido Social Democrático (SPD) na coalizão de governo.

O ministro social-democrata mostrou-se confiante que as novas gerações não terão problemas com carreira ou soldo por causa da reforma com vistas à modernização e maior combatividade da Bundeswehr. Pelos seus cálculos, há em média 6,5 candidatos para cada uma das 27 mil vagas preenchidas por ano nas casernas. E isto facilita uma seleção qualitativa, segundo o ministro.

Pessoal x Armamento - Scharipin anunciou, ao mesmo tempo, que até 2001 foram poupados quase 300 milhões de euros com redução de pessoal na Bundeswehr e que este dinheiro poderá ser investido agora em armamento. A poupança foi principalmente com pessoal civil.

Com a fusão das Forças Armadas da República Federal da Alemanha e da República Democrática Alemã (RDA), decorrente da unificação do país em 1990, os empregados civis nas áreas militares somaram 233 mil pessoas, mas agora este número está reduzido a menos da metade, segundo Scharping.