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Mundo

Terremoto destruiu meio milhão de casas no Nepal, diz ONU

Mais de 250 mil residências viraram escombros e outras 213 mil ficaram seriamente danificadas, calcula Escritório para Coordenação de Assuntos Humanitários. ONG alerta para risco de tráfico de mulheres e crianças.

O terremoto que devastou o Nepal há cerca de duas semanas destruiu completamente 256 mil casas, o dobro do que o que se pensava anteriormente, afirmou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) nesta quinta-feira (07/05).

Outras 213 mil casas foram seriamente danificadas, segundo a agência da ONU. As casas de pedra e barro nas montanhas nepalesas foram as mais atingidas pelo tremor, de magnitude 7,8 na escala Richter.

Cerca de um quarto dos 31 milhões de habitantes do país foram afetados pelo terremoto, estima a ONU. Ao menos 7,7 mil pessoas morreram em decorrência do tremor, sendo 7,6 mil delas no Nepal.

Até o momento, 18 mil toneladas de alimentos, como arroz, açúcar, sal, feijão e lentilha, foram distribuídos, de acordo com dados oficiais. No entanto, jornalistas locais relatam que muitos suprimentos de ajuda humanitária estão armazenados nos aeroportos, pois há poucos helicópteros e pilotos com experiência em zonas montanhosas para distribuir os mantimentos.

De acordo com a mídia local, estradas bloqueadas por deslizamentos de terra estão sendo liberadas, incluindo uma pista da Araik Highway, que liga a capital Katmandu ao leste do país. A China está ajudando nos trabalhos de reparação, segundo o jornal Kantipur.

A Alemanha aumentou a ajuda ao Nepal para 3,5 milhões de euros. O dinheiro será colocado à disposição de organizações de ajuda humanitária, segundo o Ministério alemão do Exterior.

Tráfico humano

Organizações de ajuda humanitária alertam para o risco de tráfico humano nas áreas afetadas pela catástrofe. Sobretudo mulheres e crianças que ficaram desabrigadas estão em perigo, afirma a ONG Maiti Nepal.

"Meninas estão expostas a um alto risco de tráfico humano e abuso sexual e precisam ser protegidas", disse a fundadora da Maiti Nepal, Anuradha Koirala, à agência de notícias AFP. A organização reforçou a vigilância na fronteira com a Índia, onde se registrou um aumento dos casos suspeitos.

A polícia nepalesa afirmou que há equipes especiais operando para garantir que mulheres e crianças em abrigos de emergência não corram perigo. Um relatório da comissão de direitos humanos do Nepal, de 2013, listou 29 mil casos de tráfico humano ou tentativa de tráfico.

LPF/dpa/rtr/afp

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