Terremoto deixa rastro de devastação no Equador | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 17.04.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

América Latina

Terremoto deixa rastro de devastação no Equador

Tremor de magnitude 7,8 abala a costa norte equatoriana e deixa centenas de mortos. Em solidariedade, União Europeia mobiliza Mecanismo de Proteção Civil, para ajuda na avaliação de danos e apoio material.

Danos causados pelo terremoto em Manta, Equador

Abalo sísmico causou danos materiais também em Manta, Equador

O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, anunciou a mobilização de 10 mil soldados das Forças Armadas e 3.500 policiais para as áreas afetadas neste sábado (16/04) pelo terremoto na costa norte do país.

O número de mortos no tremor 7,8 pontos na Escala Richter, registrado às 18h58, hora local (20h58 em Brasília), já sobe a pelo menos 246, além de mais de 580 feridos. Glas agradeceu o "patriotismo e solidariedade" das "forças de segurança, médicos e trabalhadores que se mobilizaram para socorrer as vítimas da tragédia".

Estendendo sua gratidão aos "alcaides e prefeitos de todo o país que enviaram maquinaria e víveres, assim como aos empresários que se solidarizaram", o vice-presidente assegurou: "Nenhum equatoriano está só. Somos uma nação forte, solidária, que está unida e sairá fortalecida desta emergência."

Quito declarou estado de emergência nas províncias de Esmeraldas, Manabí, Guayas, Santo Domingo de los Tsáchilas, Los Ríos e Santa Elena, assim como estado de exceção em todo o território nacional.

Mapa mostrando áreas afetadas por terremoto de 16/04/2016 no Equador

Áreas na costa norrte no Equador afetadas pelo terremoto de 16/04/2016

"Catastrófico"

Áreas litorâneas no noroeste do país mais próximas ao terremoto foram as mais afetadas, incluindo Pedernales, uma estância turística com praias e palmeiras, e Cojimies. Mas a informação sobre a região era escassa devido à comunicação ruim e o caos nos transportes.

"Há pessoas presas em vários locais e estamos começando as operações de resgate", disse Glas, antes de embarcar em um avião para a área. Segundo ele, o número de 246 mortos e 588 feridos provavelmente vai subir. Foi declarado estado de emergência em seis províncias.

"Há vilarejos que estão completamente devastados", disse em entrevista ao rádio o prefeito de Pedernales, Gabriel Alcivar, acrescentando que "dezenas e dezenas" morreram na zona rústica.

"O que aconteceu aqui em Pedernales é catastrófico".

Em Guayaquil, a maior cidade do Equador, destroços enchiam as ruas, e uma ponte caiu sobre um carro.

"Foi aterrorizante, estávamos todos apavorados e ainda estamos nas ruas porque estamos com medo de novos tremores", disse o segurança Fernando Garcia, em Guayaquil.

Assistência europeia

A União Europeia manifestou solidariedade para com o Equador, anunciando que, a pedido das Nações Unidas, foi ativado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, com o fim de fornecer know-how na avaliação de danos e estudar o eventual envio de auxílio e equipagem.

"O Equador foi golpeado por um terremoto mortal que causou múltiplas vítimas. Nossos pensamentos estão com elas, suas famílias e seus amigos, assim como com todas as pessoas afetadas", declararam a chefe da diplomacia da UE Federica Mogherini, e o comissário europeu par Ajuda Humanitária, Christos Stylianides.

Além dos 28 países-membros da UE, o Mecanismo de Proteção Civil integra, ainda, a Islândia, Montenegro, Noruega, Sérvia, Macedônia e Turquia. No passado, o sistema de apoio em desastres naturais ou humanitários foi mobilizado para terremotos no Chile e no Haiti, assim como em incêndios florestais em vários pontos da Europa e da Ásia.

O papa Francisco lembrou neste domingo, em Roma, as vítimas dos abalos sísmicos tanto no Equador como no Japão, transmitindo condolências aos sobreviventes. "Rezemos pela população. Que a ajuda de Deus e de seus irmãos lhes de força e apoio", conclamou o pontífice argentino diante de milhares de ouvintes. Os tremores dos últimos dias no Japão já causaram 41 mortes.

AV/efe/rtr/dpa

Leia mais