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Mundo

Terceiro debate republicano é marcado por troca de farpas

Um dos principais alvos de ataques, Donald Trump não escapa nem de ser ridicularizado por moderador. Candidatos tradicionais unem forças para descreditar nomes com pouca experiência política.

Ataques foram novamente o destaque do terceiro debate televisivo entre os dez pré-candidatos mais bem posicionados do Partido Republicano à Casa Branca, nesta quarta-feira (28/10), em Boulder, no estado americano do Colorado. Particularmente Donald Trump e o neurocirurgião aposentado Ben Carson foram alvo de farpas.

"Não podemos eleger alguém que não sabe fazer o trabalho", afirmou o governador de Ohio, John Kasich, criticando os "regimes fiscais fantasiosos", propostos por Carson e Trump.

Até mesmo o moderador do debate não se conteve e ridicularizou Trump, ao perguntar ao

magnata do setor imobiliário

, se ele estava concorrendo numa campanha de "revista em quadrinhos".

Os candidatos tradicionais, que têm feito esforços para alcançar os concorrentes com pouca experiência política, não ficaram de fora da batalha. O ex-governador da Flórida Jeb Bush – filho e irmão de ex-presidentes – não poupou nem seu antigo protegido, o senador da Flórida Marco Rubio, que foi acusado por sua ausência no Senado, devido, em parte, à campanha nas prévias eleitorais.

"É um mandato de seis anos. Você deveria aparecer lá [...] Renuncie e deixe outra pessoa fazer o trabalho", disse Bush, usando o debate para tentar revigorar sua campanha debilitada.

Sobrou para Hillary Clinton

Rubio, por sua vez, atacou a candidata Hillary Clinton, do Partido Democrata. Ele chamou a ex-secretaria de Estado de "mentirosa" devido ao depoimento prestado sobre os ataques na embaixada americana em Bengasi, em 2012, na Líbia e foi aplaudido pelo público.

A única mulher na corrida republicana, Carly Fiorina, também atacou a ex-primeira dama e anunciou, com orgulho, ser "o pior pesadelo de Hillary Clinton". A ex-presidente da empresa de tecnologia Hewlett-Packard (HP), assim como Carson e Trump, também é novata na política.

O debate foi transmitido pela emissora CNBC e tentou focar na economia, além de questões como controle de armas e liberação de drogas. No Colorado, onde o debate foi realizado, o uso de maconha é legal.

A emissora recebeu duras críticas, até mesmo de alguns candidatos, por sua linha de questionamentos, considerada provocativa e voltada a extrair declarações dramáticas e exaltadas. "Isso não é um ringue", protestou o senador do Texas Ted Cruz.

CN/afp/ap

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