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Mundo

Terceira via quer combater terror com ajuda ao desenvolvimento

Cúpula da Governança Progressista de Estocolmo, integrada por 11 chefes de Estado e de governo, defende mais ajuda ao desenvolvimento nos esforços para combater o terrorismo.

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Anfitrião da cúpula da terceira via e primeiro-ministro da Suécia, Göran Persson (e), com o seu colega do Canadá Jean Chrétien.

Onze chefes de Estado e de governo de 5 continentes exigiram, em Estocolmo, uma ampliação do conteúdo militar e jurídico no debate sobre segurança internacional. Após o terceiro encontro informal dos líderes de centro-esquerda da chamada terceira via, na noite de sexta-feira (22), o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Shröder, esclareceu que todos concordaram que o combate à pobreza tem de fazer parte da estratégia de segurança mundial.

"Nós decidimos que não abriremos mão da parte não militar no debate sobre segurança internacional", revelou o chefe de governo alemão. Assim como Schröder, a maior parte da primeira cúpula da terceira via, depois dos atentados de 11 de setembro, é constituída por social-democratas. O presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, participou do encontro na capital sueca.

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, rechaçou as críticas contra a estratégia de segurança do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Mas, assim como os chefes de governo alemão e o francês, Lionel Jospin, Blair concordou que a ajuda ao desenvolvimento tem de ser reforçada, principalmente para os países africanos, como parte da política de segurança internacional. O premier britânico integrou o grupo de 14 chefes de Estado e de governo que criou o movimento terceira via, juntamente com o então presidente dos EUA, Bill Clinton.

África - Clinton foi encarregado agora para uma missão na África. Os 11 líderes que participaram da chamada Cúpula da Governança Progressista de Estocolmo querem que o ex-presidente americano se ocupe com o desenvolvimento econômico e o combate à AIDS no Continente mais pobre e mais flagelado pela doença.

Oriente Médio – Os 11 líderes também exortaram o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e o presidente palestino, Yassir Srafat, a retornarem à mesa de negociações. Eles destacaram que o primeiro passo em busca de uma solução pacífica para o conflito seria um cessar-fogo. Hoje, soldados israelenses mataram mais um palestino desarmado. Desde o início da revolta Intifada, em setembro de 2000, já foram mortos 890 palestinos e 274 israelenses.

Cúpula - O encontro de Estocolmo foi o terceiro da terceira via, depois dos de Berlim, em 2000, e de Florença, em 1998. A próxima conferência deverá ser em Londres, em 2003. Desta vez integraran a cúpula também o primeiro-ministro da Suécia e anfitrião (Göran Persson), os presidentes da África do Sul (Thabo Mbeki), da Polônia (Aleksander Kwasniewski) e do Chile (Ricardo Lagos), assim como os primeiros-ministros de Portugal (António Guterres), do Canadá (Jean Chrétien) e sua colega da Nova Zelândia (Helen Clark).