Terceira dimensão não usa mais óculos | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 08.03.2005
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Economia

Terceira dimensão não usa mais óculos

Instituto Fraunhofer apresenta na CeBIT monitores que "enganam o olho" e eliminam de vez a necessidade de óculos especiais para a visualização de imagens em 3D.

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3D: agora, a olho nu

Ainda tem muita gente que relaciona imagens em 3D com os óculos feitos de papel celofane introduzidos para os espectadores de cinema no fim dos anos 50 – especialmente em sessões de filmes de terror ou ficção científica – e recentemente "ressuscitados" pelo filme infantil Pequenos Espiões 3. Embora nas últimas décadas os aparelhos para visualização de imagens em terceira dimensão tenham evoluído, muitas das inovações ficaram presas ao velho e desconfortável conceito dos óculos.

Esta é uma realidade que está sendo definitivamente deixada para trás com um conjunto de novas câmeras e monitores desenvolvidos pelo Instituto Fraunhofer Henrich Hertz para Técnicas em Comunicação, com sede em Berlim. As novidades serão apresentadas na edição 2005 da CeBIT, entre os dias 10 e 16 de março, em Hannover.

Variedade de aplicações

Além de ter criado um monitor que apresenta imagens em terceira dimensão, mostrando objetos e pessoas como elas são na vida real, o instituto estendeu o conceito 3D para quiosques de serviços, que podem ser usados em show rooms, convenções de lançamento de produtos, aeroportos, shopping centers e lojas de departamento.

CeBIT 2005 Plakat mit Galeriebild

Cartaz da CeBIT, que acontece em Hannover, entre 10 e 16 de março.

Dentro do mesmo conceito, o Fraunhofer desenvolveu também telas para estações de trabalho que mesclam telas normais às 3D e projetam objetos criados em computador em todas as suas perspectivas. A apresentação de imagens em três dimensões abre enormes possibilidades de aplicação, de acordo com o pesquisador Klaus Hopf, do Instituto Fraunhofer. "Essa tecnologia permite que se veja tanto a profundidade quanto a distância do objeto", explica.

No futuro, as telas em terceira dimensão podem vir a ser utilizadas na medicina, pois a projeção de imagens feitas por microcâmeras em 3D facilitará a realização de cirurgias, por exemplo. Outra possibilidade é acoplar um robô a uma câmera 3D para a execução de trabalhos perigosos, como a desativação de bombas, por exemplo.

"Truque" para os olhos

Todo esse avanço é possível porque a equipe de pesquisas do instituto desenvolveu uma forma de "enganar" o olho humano. O sistema faz com que o objeto que "pula" para fora do monitor seja percebido de uma forma diferente pelos olhos esquerdo e direito, o que cria no cérebro do espectador a sensação de profundidade e tridimensionalidade.

À medida em que o observador move a cabeça, um sistema de rastreamento acompanha o movimento, garantindo a qualidade da imagem em 3D de todos os ângulos. Assim, imagens de pessoas e objetos que flutuam sobre a tela nunca vão parecer artificiais aos olhos de quem as assiste.

Para obter imagens em 3D, os objetos e pessoas precisam ser filmados em diversas perspectivas por uma câmera especial. As imagens são combinadas com o uso de um programa de computador e apresentadas no monitor batizado de Free 2C 3D Display.

Durante a CeBIT, além de novidades para apresentação de imagens em terceira dimensão, o Instituto Fraunhofer vai lançar produtos que trazem mais tecnologia à transmissão de programas de televisão e filmes em telefones celulares ou palm tops e softwares que ajudam a arquivar imagens para ilhas de edição.

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