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Mundo

Tensões aumentam em meio a conversações entre Coreias

Seul diz ter registrado movimentação incomum de soldados e submarinos norte-coreanos. Pyongyang anuncia apresentação voluntária de 1 milhão de jovens às Forças Armadas.

Coreia do Sul e Coreia do Norte retomaram conversações neste domingo (23/08), para aliviar as tensões após troca de artilharia e ameaças militares mútuas, que renovaram os temores de um confronto direto.

No entanto, mesmo com

negociações em andamento

, o Exército sul-coreano relatou que segue detectando movimentos incomuns de tropas e submarinos da Coreia do Norte, que indicariam que Pyongyang estaria se preparando para um possível ataque.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse que ao menos 50 dos 77 submarinos do país vizinho tinham deixado suas bases e estiveram indetectáveis pelos militares sul-coreanos até sábado. Houve também relatos de aumento de movimentação e distribuição de artilharia no lado norte-coreano da chamada zona desmilitarizada, que é a fronteira mais fortemente armada do mundo.

"Parece que o Norte está buscando o diálogo de um lado e se preparando para a batalha do outro lado", disse uma autoridade não identificada da Defesa sul-coreana.

A agência sul-coreana de notícias Yonhap, citando autoridades militares de Seul, afirmou que se trata da maior disposição de submarinos desde o fim da Guerra da Coreia, que ocorreu entre 1950 e 1953. "O número é dez vezes maior do que o nível normal, o que é uma situação bastante séria", escreveu a agência, citando uma autoridade não identificada.

Enquanto isso, a imprensa norte-coreana relatou que mais de 1 milhão de jovens se apresentaram como voluntários para se juntar ou retornar às Forças Armadas da Coreia do Norte para defender o país, caso eclodam combates com o vizinho sulista e seu aliado, Estados Unidos.

A agência estatal de notícias comunicou que "os jovens em toda a República Popular Democrática da Coreia estão se apresentando para a guerra sagrada, para defenderem o país com fé e vontade de aniquilar os inimigos". Apesar da retórica ofensiva, agências internacionais de notícias relatam calma nas ruas da capital norte-coreana.

A recente crise começou após a Coreia do Sul ter retomado na semana passada o uso de alto-falantes para transmitir propaganda através da fronteira, em retaliação por uma mina terrestre que, segundo Seul, foi plantada por forças norte-coreanas e explodiu perto de tropas sul-coreanas, ferindo gravemente dois soldados.

Em seguida, as tensões aumentaram com trocas de dezenas de projéteis de artilharia ao longo da fronteira, na quinta-feira.

Pyongyang intensificou suas ameaças

na véspera do fim de semana.

"Nossos militares e a população estão preparados para arriscar suas vidas numa guerra total, para defender o sistema escolhido por nosso povo", disse o Ministério do Exterior da Coreia do Norte à agência estatal de notícias, pouco antes do início das negociações entre os países rivais.

PV/ap/dpa/ap

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