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Mundo

Tensão diante do ultimato dado a manifestantes em Hong Kong

Após uma semana bloqueando áreas centrais e ameaçando ocupar prédios públicos, parte dos integrantes do Occupy Central concorda em ceder à pressão do governo. Mas nem todos querem deixar as ruas.

Integrantes do movimento Occupy Central, que há uma semana ocupam um distrito onde estão prédios públicos de Hong Kong, concordaram neste domingo (05/10) em remover algumas das barricadas que montaram para impedir o acesso aos edifícios.

O governo de Hong Kong deu um ultimato até esta segunda-feira para que os manifestantes deixem as ruas e possibilitem a volta à rotina nas áreas centrais do território chinês. Caso não desocupem, a polícia avisou que usará "todas as medidas necessárias" para garantir a volta do funcionamento normal de escolas e escritórios nesta semana.

Policiais apelaram aos estudantes, por meio de um comunicado, para que abandonem o local. "Qualquer ato que coloque em perigo a ordem ou segurança pública não será tolerado. A polícia tomará medidas decisivas contra atitudes ilegais", afirmam as autoridades.

Várias linhas de transporte público continuam sem funcionar em diversos pontos da cidade, assim como vários estabelecimentos comerciais.

Em um pronunciamento na televisão na noite de sábado, o chefe do governo local, Leung Chun-ying, pediu aos jovens que "retornem para suas casas", afirmando que as avenidas bloqueadas pelos estudantes precisam voltar à normalidade na segunda-feira.

"O governo e a polícia têm a determinação de tomar todas as ações necessárias para restabelecer a ordem social para que as 7 milhões de pessoas que vivem em Hong Kong possam voltar à vida normal", apelou Leung.

Proteste in Hongkong 05.10.2014

Autoridades ameaçam "tomar medidas decisivas contra atitudes ilegais", caso manifestantes não desocupem áreas públicas

Protestos e ocupação continuam

O clima ainda é de tensão, pois apesar do acerto entre alguns líderes do movimento e autoridades de segurança, vários manifestantes permanecem ocupando áreas externas dos prédios do governo. Cerca de dois mil estudantes amanheceram neste domingo ocupando as ruas de Hong Kong depois de dezenas de milhares de outros terem participado, na noite de sábado, de um protesto pela paz e contra a violência.

Policiais voltaram a usar sprays de pimenta a fim de dispersar uma multidão, que se concentrou no bairro de Mong Kok. A polícia justificou o uso da força alegando que houve "provocações" por parte dos estudantes – os quais, por sua vez, acusam os agentes de segurança de não protegê-los de ataques violentos na sexta-feira passada por parte de manifestantes pró-Pequim.

Segundo a polícia, 30 pessoas foram presas desde o início dos protestos, há 8 dias, e 27 policiais ficaram feridos nos protestos.

Os manifestantes de Hong Kong exigem que Pequim desista da pré-seleção de candidatos que concorrerão ao cargo de chefe do Executivo de Hong Kong, em eleições marcadas para 2017. Há um mês, a China anunciou que só poderão concorrer ao cargo de chefe do território chinês candidatos aprovados por uma comissão pró-Pequim, e que apenas dois ou três deverão entrar na disputa.

MSB/ap/lusa

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