Tenor espanhol Plácido Domingo completa 70 anos | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 21.01.2011
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Cultura

Tenor espanhol Plácido Domingo completa 70 anos

Cantor dirige duas casas de ópera, já gravou inúmeros álbuns e ainda rege e canta com voz invejável: Plácido Domingo, o multitalento musical, comemora 70 anos com uma apresentação na Ópera de Madri.

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Tenor tem 50 anos de carreira

Plácido Domingo fez seu próprio presente de aniversário. Ao completar 70 anos nesta sexta-feira (21/01), o tenor espanhol Plácido Domingo canta o papel de Orestes na ópera de Gluck Ifigênia em Táuris. "Subir ao palco em Madri, ter minha família e meus amigos em volta, faz parte do meu presente", afirmou o cantor em sua cidade natal.

Seus cabelos estão grisalhos, mas, para sua voz, os anos passaram quase despercebidos. Plácido Domingo provou isso em recente apresentação no Convent Garden, em Londres, onde cantou o papel principal em Simone Boccanegra, de Verdi, provocando como sempre enxurradas de ovações.

Nesse meio tempo, o tenor que aqui e ali se aventura na tessitura vocal de barítono, pode se orgulhar de uma gloriosa carreira musical de 50 anos.

Música no sangue

Parsifal

Placido Domingo no papel de Parsifal em 2001

Nascido em Madri em 21 de janeiro de 1941, o canto acompanha Plácido Domingo desde a mais tenra idade. Seus pais cantavam zarzuelas populares, um tipo de ópera cômica espanhola. Após a mudança da família para o México, o tenor teve sua estreia na ópera aos 20 anos, em 1961, no papel de Alfredo na Traviata, de Verdi.

Em 1966, ele substituiu um colega adoentado na New York City Opera, iniciando assim uma carreira internacional. Em poucos anos, Plácido Domingo conquistou as grandes casas de ópera em Milão, Londres, Viena, Berlim, Nova York e Buenos Aires, onde fez nome sobretudo como intérprete de Verdi.

Dificuldade germânica

No transcorrer de sua carreira, ele se apropriou de um enorme repertório de quase 135 óperas. O destaque está para o romantismo italiano e francês com obras de Verdi, Puccini, Leoncavallo, Bizet ou Massenet. Além disso, ele se sentia sempre atraído pela música de Richard Wagner. Já em 1968, ele cantou pela primeira vez Lohengrin.

Em uma entrevista concedida em 1976, no entanto, o cantor afirmou que, além da dificuldade da língua, as obras de Wagner escondiam armadilhas vocais: "O volume de voz é tão incrivelmente difícil para as vozes de tenor, sobretudo quando se canta o repertório italiano e francês. Sinto-me atraído sobretudo pelo papel de Siegmund da ópera Valquíria. E talvez chegue o dia em que eu possa cantar Tristão".

Estádios lotados

Startenöre in Düsseldorf 1996

Domingo, Carreras e Pavarotti, em 1996

Trinta anos mais tarde, Plácido Domingo conseguia realizar esse desejo: em 2005, ele cantaria Tristão para uma produção de CD. Além de óperas e casas de espetáculos, o tenor também conseguiu lotar estádios.

Juntamente com as estrelas Luciano Pavarotti e José Carreras, ele cantou na abertura da Copa do Mundo em concerto lendário na Itália em 1990. Ao mesmo tempo, os três cantores marcaram a formação inicial de todas as uniões possíveis de tenores, que surgiram por todos os cantos na década de 1990.

Fascinação pela regência

Além de cantar, Plácido Domingo foi fascinado desde cedo pela regência orquestral. Em 1973, ele dirigiu sua primeira ópera, sem possuir uma formação para tal. "Eu aprendi somente um pouco de regência na universidade no México, mas aprendi principalmente através do ouvido. Quando eu parar de cantar, vou querer reger. Eu conheço muito bem o repertório e a regência me atrai."

Atualmente, Plácido Domingo segura cada vez mais a batuta para reger grandes orquestras. Além disso, ele dirige atualmente as óperas de Los Angeles e Washington. E, obviamente, continua a subir ao palco e dar concertos.

Autor: Klaus Gehrke (ca)

Revisão: Roselaine Wandscheer

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