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Economia

Tempestades causam prejuízo às companhias de seguros

As recentes intempéries e inundações na Alemanha, Itália e Áustria provocaram não apenas imensos estragos, como vão afetar também o balanço das companhias de seguros.

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Chuvas torrenciais inundaram o vale de Kamp, na Áustria

"Ainda é cedo para se traçar um prognóstico dos prejuízos", estima um porta-voz da Allianz, a maior seguradora da Alemanha. Os setores mais atingidos são os seguros de residências e automóveis.

Catástrofes naturais sempre ocorreram na Europa, como o furacão Lothar, em 1999. Mas, no últimos anos, as tempestades e inundações passaram a ser mais freqüentes, provocando expressivo aumento de casos de seguros.

Nos últimos dias, as inundações atingiram sobretudo a Alemanha, Leste Europeu, Itália e Áustria. No norte da Áustria, por exemplo, em apenas três horas choveu tanto quanto no espaço de três meses.

No primeiro semestre de 2002, os prejuízos por tempestades e inundações quadruplicaram, afirmou o porta-voz da Allianz. Só no estado da Baviera, sul da Alemanha, houve 30 mil residências afetadas, com prejuízo total de 34 bilhões de euros.

Em junho, cerca de 10 mil automóveis foram atingidos por chuva de gelo, causando estragos de 15 milhões de euros. A tempestade em Berlim e Brandemburgo, no mês de julho, trouxe igualmente prejuízos de 15 milhões de euros.

Modelos alternativos – Diante das perspectivas de aumento de catástrofes naturais, resultantes das mudanças climáticas, as seguradoras estão conscientes de que, a longo prazo, terão de pagar mais por indenizações. Por isso, já estudam modelos alternativos de transferência de risco para os mercados financeiros. Por exemplo, sob a forma de bônus, cujos juros diminuem no caso de um determinado tipo de catástrofe.

O maior prejuízo às companhias de seguros foi causado em 1997 pelo furacão Andrew, que devastou as ilhas Bahamas, o sul da Flórida e a Louisiana. As seguradoras do mundo inteiro tiveram que pagar 17 bilhões de dólares.

Em 2001, segundo um estudo da seguradora alemã Rück, as catástrofes naturais provocaram prejuízos de 40 bilhões de dólares, o que significa um aumento de 20% em relação ao ano anterior, embora estatisticamente o número de catástrofes tenha diminuído de 850 para 700 casos.

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