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Brasil

Temer rebate acusações de Funaro e critica vazamento de delação

Defesa do presidente afirma que acusações "vazias e sem provas" do delator têm objetivo de pressionar deputados que vão votar denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral.

Michael Temer

Temer é alvo de segunda denúncia, que a Câmara vai votar nos próximos dias

A defesa do presidente Michel Temer criticou neste sábado (14/10) o vazamento dos vídeos com depoimentos da delação premiada do doleiro Lúcio Funaro à Procuradoria-Geral da República (PGR) e desqualificou o testemunho como acusações vazias e sem provas.

Em nota, o advogado Eduardo Carnelós disse que o vazamento é criminoso e foi produzido por pessoas que querem fomentar a crise política no Brasil. "É evidente que o criminoso vazamento foi produzido por quem pretende insistir na criação de grave crise política no país, por meio da instauração de ação penal para a qual não há justa causa", diz a nota.

O depoimento foi prestado por Funaro no fim de agosto. Nas gravações, divulgadas nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, Funaro diz que o ex-deputado Eduardo Cunha recebia dinheiro de propina e repassava valores a Temer. Funaro também relata que buscou, com o ex-assessor especial do presidente José Yunes, um pacote com dinheiro e afirmou que Yunes tinha conhecimento do conteúdo entregue.

O Palácio do Planalto afirmou que o presidente não fazia parte de nenhuma bancada, referindo-se ao grupo de Cunha, e disse que "toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa".

Para a defesa de Temer, o vazamento tem o propósito de constranger parlamentares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que vão votar na próxima semana o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB) pela rejeição do pedido de autorização para dar sequência ao andamento da denúncia apresentada pela PGR contra o presidente.

Segundo Carnelós, Funaro faz acusações vazias e sem provas. "As afirmações do desqualificado delator não passam de acusações vazias, sem fundamento sem nenhum elemento de prova ou indiciário, e baseadas no que ele diz ter ouvido do ex-deputado Eduardo Cunha, o qual já o desmentiu e o fez de forma inequívoca, assegurando nunca ter feito tais afirmações."

Defesas de Yunes e Cunha

Em nota sobre os vídeos da delação de Funaro, o advogado de Yunes, José Luis Oliveira Lima, diz que o doleiro já faltou com a verdade inúmeras vezes e não tem credibilidade. "José Yunes, ao contrário de Funaro, goza de credibilidade. Tão logo esses fatos ficaram públicos procurou a PGR e prestou todos os esclarecimentos devidos." Segundo Lima, Yunes irá processar Funaro por denúncia caluniosa.

Também em nota, Cunha disse que se trata de mais uma delação sem provas. "As atividades criminosas confessadas pelo sr. Lucio Funaro foram feitas por sua conta e risco", disse o ex-deputado, que está preso.

AS/abr/efe

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