Temer afirma que paralisação da PM no Espírito Santo é ilegal | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 10.02.2017
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Brasil

Temer afirma que paralisação da PM no Espírito Santo é ilegal

Presidente afirma que movimento é inaceitável e pede a policiais militares que retornem ao trabalho. É a primeira declaração dele desde o início do protesto, há uma semana.

Em nota, o presidente Michel Temer condenou duramente nesta sexta-feira (10/02) a paralisação da Polícia Militar no Espírito Santo e chamou o movimento como ilegal. Essa foi a primeira vez que Temer se manifestou sobre o assunto desde o início do protesto, há uma semana.

"O presidente condena a paralisação ilegal da polícia militar, que atemoriza o povo capixaba", afirma nota. "O presidente ressalta que o direito à reivindicação não pode tornar o povo brasileiro refém. O Estado de Direito não permite esse tipo de comportamento inaceitável", acrescenta.

Temer pediu ainda que os policiais militares encerrem o movimento. "O presidente conclama aos grevistas que retornem ao trabalho, como determinou a Justiça, e que as negociações com o governo transcorram dentro do mais absoluto respeito à ordem e à lei, preservando o direito e as garantias do povo que paga o salário dos servidores públicos, sejam eles civis ou militares", destacou.

O presidente lembrou ainda que, ao saber da situação, autorizou o envio de militares da Força Nacional para o Espírito Santo para auxiliar na segurança e disse que agirá da mesma forma sempre que necessário. Temer acrescentou que está em contato constante com o governador do estado.

A greve dos PMs começou de forma inusitada na sexta-feira passada, quando familiares dos policiais, em especial mulheres, ocuparam a porta da frente de uma companhia militar e impediram a saída de viaturas. O movimento se espalhou para outros batalhões no estado. 

Os policiais, proibidos por lei de fazer greve, reivindicam melhores salários e condições de trabalho. Nesta sexta-feira, 703 policiais foram indiciados pelo crime de revolta e podem ser expulsos da corporação.

De acordo com a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACS), o salário base de um policial no estado é 2,6 mil reais, abaixo da média nacional 4 mil reais.

Desde o início da paralisação, uma onda de violência atingiu o estado e já deixou ao menos 121 mortos. Para diminuir o caos, o governo do Espírito Santo pediu na segunda-feira ajuda da Força Nacional e do Exército, além de transferir na quarta-feira o controle da segurança pública às Forças Armadas.

CN/abr/ots

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