1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Temendo ser preso, presidente do Sudão deixa a África do Sul

Omar al-Bashir retorna às pressas para Cartum. Tribunal sul-africano havia ordenado que ele fosse impedido de deixar o país devido a mandado de detenção emitido pelo TPI em Haia.

default

Presidente do Sudão posa para fotografias em Johannesburgo, durante a cúpula da União Africana

O presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir, deixou Johannesburgo rumo a Cartum, afirmou o governo sudanês nesta segunda-feira (15/06). Segundo o ministro da Informação, Yasir Youssef, o avião presidencial decolou por volta de 11h (horário local).

Neste domingo, um tribunal da África do Sul havia ordenado que Bashir fosse impedido de deixar o país devido a um mandado de detenção emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Darfur.

A partida aconteceu antes de a Corte Suprema de Pretória decidir se o governo deveria detê-lo. O tribunal estava deliberando sobre a questão. As autoridades de Johannesburgo se opuseram desde o início à prisão de Bashir e haviam aprovado um decreto para garantir imunidade a todos os líderes que participassem da reunião de cúpula da União Africana.

O ministro do Exterior do Sudão, Ibrahim Gandur, deve falar à imprensa ainda nesta segunda-feira, oficializando o retorno do presidente. O partido do presidente vai organizar uma grande recepção no aeroporto de Cartum para saudá-lo.

Tanto a União Europeia como as Nações Unidas haviam pedido à África do Sul para que prendesse Bashir. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o mandado de detenção deve ser respeitado e executado. O TPI é muitas vezes criticado por agir apenas contra líderes africanos.

O tribunal, com sede em Haia, acusa Bashir de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade na região de Darfur, no oeste do Sudão. Em 2003, um conflito étnico na região custou centenas de milhares de vidas e causou um dos piores desastres humanitários dos últimos anos.

AS/efe/ap/afp/rtr

Leia mais