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Economia

Teletrabalho é pouco aceito na Europa

As novas tecnologias de comunicação móvel transformam rapidamente o mundo do trabalho. Pesquisa realizada em quatro países mostra que empresas européias ainda têm dificuldades em se adaptar à nova situação.

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Fora do escritório, mas sempre em contato

Trabalhar quase a vida toda na mesma empresa, com lugar fixo e mesa própria, já não é mais a regra. Hoje cerca de dez milhões de europeus trabalham em casa ou sem lugar fixo, munidos apenas de um notebook e um telefone celular.

Segundo levantamento feito pela Sociedade alemã de Pesquisa de Tecnologias da Informação, na Alemanha, apenas 6% do total de trabalhadores vivem do assim chamado "teletrabalho". Nos países escandinavos, esse percentual já é de 15% e deve dobrar até 2005.

Muitas companhias recusam-se a entrar de vez no mundo das tecnologias móveis, alegando problemas de capacidade técnica ou questões relacionadas à liberdade de seus trabalhadores. A empresa de consultoria LogicaCMG pesquisou o dia-a-dia de 275 gerentes, chefes de departamento de pessoal e funcionários móveis na Alemanha, na França, no Reino Unido e na Dinamarca.

Vantagens aprovadas - A maioria das empresas estão convencidas de que as novas tecnologias podem ajudar a reduzir os custos operacionais. Mas quase a metade dos gerentes acredita que a velocidade da transferência de dados ainda é insuficiente para dar conta do ritmo de trabalho. A maioria deles aguarda a chegada do UMTS, tecnologia móvel de transmissão de dados com banda larga.

Outra preocupação é com a segurança dos dados. Os alemães são os mais temerosos: 55% dos gerentes alemães teme falhas na segurança. Na França, apenas 35%. Já no que diz respeito à disciplina dos trabalhadores, os franceses são os mais desconfiados: 50% deles vêem dificuldades de controle dos funcionários; dos alemães, apenas 43% apontam isso como um problema.

Mais trabalho – Cerca de 70% dos trabalhadores encaram modalidades mais flexíveis de trabalho com otimismo. Na Alemanha, 82% dos trabalhadores aprova o tempo livre em viagens de trem, avião ou entre uma reunião e outra.

Mas muitos temem o fim das fronteiras entre trabalho e vida privada. A metade dos entrevistados acredita acabar tendo que levar mais trabalho para casa como conseqüência – no Reino Unido esse número chega a 60%.

Segundo o consultor Thomas Lerner, o clima de trabalho também pode piorar. "Muitas vezes, conhecemos pessoas por nome ou de ouvir falar, mas nunca as encontramos pessoalmente", explica. Para solucionar o problema, algumas empresas promovem chamados "team events" para estimular o contato entre colegas de trabalho.

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