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Economia

Tarefa hercúlea

A Deutsche Telekom tem um novo presidente: Kai-Uwe Ricke, até agora responsável pelos serviços online e de telefonia móvel do conglomerado.

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Kai-Uwe Ricke, o novo presidente da Deutsche Telekom

Não foi fácil à Deutsche Telekom encontrar um sucessor para Ron Sommer, que renunciou à presidência da gigante das telecomunicações em julho, deixando Helmut Sihler interinamente em seu posto. Após meses de busca e a recusa de vários executivos consultados para ocupar o cargo, o Conselho Administrativo elegeu por unanimidade, nesta quinta-feira (14), Kai-Uwe Ricke.

Prata da casa – O executivo de 41 anos dirigia, desde maio de 2001, os setores de internet e telefonia móvel da Telekom. Com isso, é responsável pelo sucesso da T-Mobile, que lidera o segmento da telefonia móvel na Alemanha, com aproximadamente 23 milhões de clientes. A subsidiária, que aumentou seu faturamento em 66% para 4,5 bilhões de euros, no primeiro trimestre deste ano, contribui com quase um terço do faturamento total do conglomerado.

Mas Ricke, que iniciou juntamente com Ron Sommer a compra superfaturada da operadora norte-americana VoiceStream, no ano 2000, é ao mesmo tempo um dos responsáveis pelas enormes dívidas acumuladas pela Telekom. A crise espelha-se na ação da empresa, que já se desvalorizou 40% desde seu lançamento na bolsa e inclusão no DAX, o índice das 30 principais ações da Alemanha.

Problemas estruturais – Em sua reunião desta quinta-feira, o Conselho Administrativo anunciou que os prejuízos acumulados pela Deutsche Telekom de janeiro a setembro deste ano chegam a 24,5 bilhões de euros, uma soma recorde, provavelmente a maior perda já registrada por uma empresa participante do DAX. Em conseqüência, os acionistas vão deixar de receber dividendos pela primeira vez. A amortização de dívidas é a maior responsável pelos prejuízos.

O preço extremamente alto pago para entrar no mercado dos EUA, com a compra da VoiceStream (que agora se chama T-Mobile USA) por 40 bilhões de euros, e a compra igualmente superfaturada de licenças do sistema UMTS contribuíram, ao lado dos prejuízos operativos, para catapultar as dívidas do conglomerado ao montante de 64 bilhões de euros. Para reduzi-las – para em torno de 50 bilhões até o fim de 2003 –, a palavra de ordem é economizar.

As medidas já anunciadas neste sentido são altamente impopulares. De um lado, o conglomerado planeja cortar, até fins de 2005, um quinto do quadro de seu pessoal, que perfaz 250 mil no mundo inteiro.

Além disso, já foi requerida à Agência de Telecomunicações a permissão para um aumento de 9% nas taxas fixas das linhas de telefone analógicas, a partir de 1º de fevereiro do ano que vem. Em compensação, devem baixar as tarifas para ligações locais e interurbanas.

Resta desejar que a tradição familiar ajude Ricke a enfrentar sua tarefa hercúlea: seu pai, Helmut Ricke, foi presidente da Telekom de 1989 a 1994, na época em que ela era uma empresa pública e compunha um conglomerado juntamente com os Correios. Ou seja, antes que Ron Sommer iniciasse a privatização e, posteriormente, a internacionalização da empresa.

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