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Mundo

Talibãs matam estrangeiros em ataque a restaurante em Cabul

Explosão de bomba mata funcionários de órgãos internacionais, entre eles o representante do FMI no Afeganistão e três agentes da ONU. Presidente afegão quer mais empenho dos EUA na luta contra o terrorismo no país.

Um ataque suicida em um restaurante em Cabul na noite desta sexta-feira (17/01) matou pelo menos 21 pessoas – sendo 13 estrangeiros. Entre os mortos estava o principal representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Afeganistão, o libanês Wabel Abdallah, e três funcionários da ONU.

O ataque foi reivindicado pelo grupo terrorista talibã, que alegou tratar-se de uma resposta ao ataque aéreo dos Estados Unidos na terça-feira passada, que deixou oito civis mortos – sete crianças e uma mulher, segundo os extremistas. "Este foi um ataque de vingança e nós o realizamos bem, e vamos continuar fazendo isso", afirmou Zabihullah Mujahid, porta-voz dos talibãs, em nota.

Por volta das 19h30, horário de Cabul, um extremista suicida explodiu uma bomba que trazia junto ao corpo na entrada do restaurante libanês "Taverna", um dos preferidos da comunidade estrangeira que vive na capital afegã. O local costumava ser frequentado por diplomatas, agentes de ajuda humanitária, oficiais do governo afegão e empresários, e estava cheio na hora do ataque.

Logo depois da explosão, dois homens armados começaram a atirar contra sobreviventes, que se esconderam embaixo de mesas. Segundo as autoridades, eles foram mortos pela polícia afegã que chegou em seguida.

Afghanistan Kabul Explosion 17.01.2014

Forças afegãs de segurança ainda detiveram atiradores no restaurante onde havia ocorrido uma explosão

De acordo com a embaixada dos Estados Unidos, pelo menos dois civis americanos estão entre os mortos. O Reino Unido e o Canadá também confirmaram que dois cidadãos de cada um dos dois países morreram no ataque. Há ainda um civil dinamarquês na lista de mortos. Entre os funcionários da ONU há uma pessoa dos EUA, uma da Rússia e outra do Paquistão.

Boa parte das forças estrangeiras se prepara para deixar o país neste ano após a guerra que começou em 2001. Há temores de que o talibã intensifique os ataques na medida em que as eleições presidenciais, marcadas para abril, se aproximam. "Pode-se imaginar o tamanho do efeito que esse ataque agora causou nos funcionários que estão aqui", declarou Ari Gaitanis, porta-voz da ONU.

Karzai condena ataques

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, condenou duramente os ataques em um comunicado divulgado neste sábado, e aproveitou para criticar os Estados Unidos por não estarem "fazendo o suficiente" na luta contra o terrorismo.

"Se as forças da Otan lideradas pelos EUA querem estar unidas, selando uma parceria com o povo afegão, elas terão que combater o terrorismo", afirmou Karzai. Segundo avaliação do presidente afegão, Washington poderia se empenhar mais em convencer os talibãs a iniciar negociações de paz com o governo em Cabul.

A capital afegã tem sido alvo constante de ataques realizados por extremistas há mais de uma década. A ação desta sexta-feira, porém, foi considerada uma das mais sangrentas desde que os talibãs foram afastados do poder em 2001.

MSB/rtr/afp/dpa

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