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Mundo

Talibã abre fogo em universidade no Paquistão

Grupo invade salas de aula e dormitórios, mata pelo menos 19 pessoas e deixa dezenas de feridos. Extremistas afirmam que atentado é ato de vingança.

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Equipe de resgate retira feridos de universidade após ataque

Um grupo de militantes do Talibã abriu fogo nesta quarta-feira (20/01) na universidade Bacha Khan, em Charsadda, no noroeste do Paquistão. O ataque deixou pelo menos 19 mortos e dezenas de feridos. Entre os mortos estão estudantes, policiais e um professor.

O ataque começou logo após o início das aulas. Apesar de caça aos atiradores em andamento, o Exército paquistanês afirmou que os extremistas foram contidos e quatro deles foram mortos. Salas de aula e dormitórios da universidade foram esvaziadas.

"Todos os estudantes foram retirados dos dormitórios, mas extremistas ainda estão escondidos em diferentes locais da universidade, e alguns estudantes e funcionários estão presos lá dentro", disse o inspetor da polícia Saeed Wazir.

De acordo com a polícia, o grupo armado aproveitou o nevoeiro para escalar, sem serem percebidos, o muro da universidade. Eles entraram nos prédios e abriram fogo contra estudantes e professores que estavam em salas de aula e nos dormitórios.

"A maioria dos estudantes e funcionários estava em sala de aula quando o ataque começou. Não tenho ideia do que está acontecendo, mas ouvi um funcionário de segurança falando ao telefone com alguém e dizendo que muitas pessoas foram mortas e feridas", contou Shabir Khan, professor no departamento de Língua Inglesa.

Ato de vingança

O Talibã assumiu a autoria do atentado e afirmou que o ataque foi um ato de vingança após a morte de militantes do movimento fundamentalista islâmico pelas forças de segurança paquistanesa.

O ataque ocorreu no mesmo dia em que estava programado no local um recital de poesia em memória de Khan Abdul Ghaffar Khan, um ativista popular pastó que lutou pela independência. A universidade possui mais de 3 mil estudantes e se preparava para receber 600 pessoas para o evento.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou o ataque à universidade e afirmou que os atiradores não têm fé ou religião. "Estamos determinados e comprometidos a acabar com a ameaça do terrorismo no nosso país", disse.

O Paquistão tem sido palco da violência jihadista. Após um massacre do Talibã a uma escola em Peshawar, que matou mais de 150 pessoas, a maioria delas criança, em dezembro de 2014, o país intensificou o combate aos extremistas e prendeu centenas de suspeitos.

CN/dpa/rtr/afp/ap

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