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Mundo

Tóquio promete negociações sobre "mulheres de conforto"

Japão diz buscar resolução para questão das sul-coreanas forçadas a se prostituir em bordéis militares japoneses durante a Segunda Guerra. Raro encontro bilateral é o primeiro desde que Shinzo Abe chegou ao poder.

O Japão pretende chegar a uma "resolução o mais rápido possível" para a questão das chamadas mulheres de conforto, abusadas em bordéis militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe nesta segunda-feira (02/11).

Depois de um raro encontro com a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, em Seul – após décadas de relações amargas entre os dois países –, o premiê japonês afirmou ter concordado em acelerar conversações com a Coreia do Sul sobre o assunto.

O antigo Japão Imperial ocupou a península coreana de 1910 até a derrota na Segunda Guerra, em 1945. Mulheres coreanas foram obrigadas a se prostituir para soldados japoneses.

Segundo o governo sul-coreano, Park, que adotou uma postura firme em relação a compensações desde que assumiu a presidência, em 2013, e Abe concordaram em "resolver rapidamente a questão das mulheres de conforto".

O Japão vinha sustentando que a questão foi resolvida num acordo de 1965, após o qual Tóquio pagou 725 milhões de euros em subsídios ou empréstimos concedidos à antiga colônia. Os sul-coreanos, no entanto, argumentam que Abe e os líderes anteriores do Japão falharam em reparar agressões de guerra.

O encontro desta segunda-feira foi a primeira reunião bilateral formal entre os líderes dos dois países desde que Abe assumiu o cargo, no fim de 2012.

O premiê japonês afirmou que ele e Park também discutiram as

tensões atuais no Mar da China Meridional

. Nos últimos anos, o Japão e a China vêm disputando ilhas inabitadas, enquanto Pequim também reivindicou áreas marítimas administradas por aliados dos EUA, especialmente as Filipinas.

LPF/rtr/dpa/afp

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