1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Télécom rompe cooperação com MobilCom

Aumentam as dores de cabeça dos dois gigantes das telecomunicações da Europa com o sistema de banda larga UMTS.

default

Gerhard Schmid durante assembléia geral de sua empresa, em maio passado

Nesta terça-feira (11), a telefônica francesa anunciara que pretende encerrar o contrato de cooperação entre as duas, pois a alemã MobilCom e seu presidente, Gerhard Schmid, haveriam violado acertos comuns.

No final de julho, vence um crédito de 4,7 bilhões de euros, que a MobilCom só poderá amortizar com ajuda da Télécom. O diretor de finanças desta última, Jean-Louis Vinciguerra, declarou que continuará dando apoio financeiro à MobilCom, enquanto continuam as conversações com os bancos credores. Entretanto, caso não se chegue rapidamente a uma solução, está claro que a MobilCom terá que declarar falência.

Vinciguerra acrescentou que, com a rescisão do contrato, deixa de existir para Schmid a opção de vender seus 40% das ações da MobilCom ao gigante francês das telecomunicações.

Rescisão carece de base – A atitude da empresa alemã é conciliatória. Um porta-voz confirmou que, "ainda na segunda-feira, entraram 30 milhões de euros na conta da MobilCom, para a implementação do UMTS (sistema de banda larga universal mobile telecommunications system) em Paris". O anúncio do rompimento em nada haveria alterado o trabalho prático.

Referindo-se expressamente ao presidente Gerhard Schmid, o porta-voz fez questão de acrescentar: "Todos os interessados mantêm-se em contato." A MobilCom refuta a eminência de uma insolvência e nega existirem "bases legais ou fatuais" para o rompimento da cooperação com a Télécom. Ela planeja para breve uma reunião de seu conselho interno.

A guerra da banda larga – A briga entre as duas grandes da telecomunicação européia já se arrasta há meses. No final de março, Schmid anunciara sua renúncia para breve. Segundo observadores, o pomo da discórdia seria o ritmo da implementação do padrão UMTS:

enquanto Schmid pressiona para que esta se realize o mais rápido possível, os franceses, como financiadores, dão preferência a um andamento mais moderado.

A MobilCom comprou uma das seis licenças para o UMTS na Alemanha em agosto de 2000, graças ao apoio financeiro da Télécom. Esta detém 28,5% das ações da empresa alemã, e está seriamente endividada.

Links externos