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Mundo

Técnico acha que muitas seleções invejam Alemanha

Treinador Völler mantém otimismo. Até mesmo jogadores atribuem empate à tentativa de segurar vantagem de 1 a 0. Goleiro acha que time implorou pelo empate. Chanceler federal lamenta em cerimônia não poder ver o jogo.

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"Empatamos não porque a Irlanda é forte, mas porque fomos incapazes", avalia o ex-jogador Breitner

A maior falha da Seleção Alemã contra a Irlanda foi se dar por satisfeita pela vantagem de 1 a 0 e tentar segurar o resultado. A avaliação é unânime entre jogadores, técnicos e comentaristas. "No intervalo, não planejamos recuar tanto. Mas não conseguimos e raramente tentamos jogar futebol. Se o tivéssemos feito, também teríamos levado perigo ao adversário no segundo tempo", avaliou o técnico Rudi Völler.

"O mais amargo não é o resultado, mas que o gol irlandês tenha acontecido tão tarde. Se eles tivessem marcado 20 minutos antes, poderíamos digerir tranqüilamente o empate", acredita o ex-atacante Völler.

"Nossa equipe jogou o segundo tempo pelo resultado e recuou demais. A qualquer momento se comete então um erro. E os irlandeses o aproveitaram. É lamentável que tenhamos deixado a vitória escapar de mão beijada. Não deixou de ser merecido", disse o ex-jogador e ex-técnico campeão mundial Franz Beckenbauer, ao analisar a partida na emissora de tevê a cabo Premiere.

Questão de tempo – "No segundo tempo, podia se ter a impressão de que estávamos implorando pelo empate", radicalizou o goleiro Kahn. O ex-jogador Paul Breitner, contratado como comentarista pela emissora Sat1, concorda: "Hoje ficamos esperando 74 minutos pelo empate. Dentro da equipe, houve enormes diferenças de rendimento. Se tivéssemos qualquer outro goleiro deste torneio, que não Kahn, teríamos tomado três ou quatro gols".

Breitner não perdoa a Seleção pelo empate. "Os irlandeses podem batalhar muito, mas sua equipe está longe de ser das melhores. Não empatamos porque a Irlanda é forte, mas porque fomos incapazes de ampliar o placar", alfinetou. O artilheiro Klose fez seu mea culpa: "Estou decepcionado por não ter me movimentado tanto como no início do jogo. Recuei demais. Tentamos manter o 1 a 0, mas foi o caminho errado. Claro que estou feliz por meu quarto gol, mas estou triste por não termos conquistado os três pontos".

O meio-campista Hamann pensa da mesma forma: "Claro que estamos decepcionados. Em vez de comemorar a classificação antecipada, estamos novamente na corda bamba".

Inveja e lamentações – O treinador Völler procura manter o otimismo. "Vamos dormir mal esta noite, mas não há motivo para se ficar cabisbaixo. Ainda somos líderes do grupo. Provavelmente nos bastará um empate com Camarões. Estou convicto de que passaremos às oitavas-de-final. Nossa situação não é tão ruim. Muitas seleções nesta copa devem nos invejar", observou o técnico, possivelmente pensando na França e Portugal, candidatos ao título que perderam em suas estréias.

Um concorrente, porém, lamenta muito que a Alemanha não tenha vencido. Técnico de Camarões, o alemão Winfried Schäfer acha que o empate dificultou a situação de sua equipe. "Com este resultado, os irlandeses já se classificaram, porque com uma vitória sobre a Arábia Saudita, na última rodada, saltarão para cinco pontos. Agora, Alemanha e Camarões farão uma espécie de final no dia 11", acredita Schäfer, certo de que seu time vencerá os sauditas nesta quinta-feira.

Em Berlim, o chanceler federal Gerhard Schröder não se deixou abater pelo empate no último minuto. "Não é o fim do mundo, isto acontece", comentou o chefe de governo da Alemanha. Apaixonado por futebol, Schröder aparentava estar muito mais incomodado pelo fato de não ter podido assistir à partida pela tevê.

Em seu discurso durante a cerimônia de comemoração do centenário da Confederação Alemã de Turismo, em Potsdam, o social-democrata ironizou: "Em 1902, os fundadores deveriam ter tido a preocupação de que hoje a Alemanha iria jogar contra a Irlanda".

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