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Mundo

Syriza e pequeno partido de direita anunciam coalizão na Grécia

Gregos Independentes, que também se opõe às medidas de austeridade, declara apoio ao partido de Alexis Tsipras. Nova coalizão soma 162 da 300 cadeiras do Parlamento.

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Kamennos e Tsipras se reuniram para acertar os detalhes da futura coalizão de governo

O líder do partido nacionalista de direita Gregos Independentes, Panos Kammenos, disse nesta segunda-feira (26/01) que formará uma coalizão com o radical de esquerda Syriza, vencedor das eleições parlamentares de domingo.

"A partir deste momento há um governo, nós daremos um voto de confiança ao novo primeiro-ministro", declarou Kammenos depois de uma reunião com o líder do Syriza, Alexis Tsipras. Os dois partidos se opõem às medidas de austeridade que fazem parte dos bilionários pacotes de ajuda à Grécia.

"Hoje [segunda-feira], Tsipras, líder do Syriza, vai se encontrar com o presidente e vai anunciar que há governo", acrescentou Kammenos. "O objetivo é fazer com que os gregos avancem unidos para recuperar a soberania nacional", afirmou ainda o líder dos Gregos Independentes, à saída da reunião com o vencedor das eleições.

O Syriza por muito pouco não conseguiu a maioria das cadeiras no Parlamento. Com cerca de 36% dos votos, conquistou 149 das 300 cadeiras no Parlamento, duas a menos do que o necessário para a maioria absoluta. A coalizão com os Gregos Independentes garante uma maioria de 162 assentos.

Tsipras também deve se encontrar com os representantes do partido de centro To Potami e do comunista KKE para conseguir pelo menos apoio, mesmo que eles não se unam formalmente à coalizão.

Pela primeira vez em mais de 40 anos, o partido Nova Democracia, do atual primeiro-ministro, Antonis Samaras, e o partido de centro-esquerda Pasok – as duas forças que dominam a política grega desde 1974 – estarão fora do poder. O Nova Democracia terminou as eleições em segundo lugar, com quase 28% dos votos e 76 assentos.

O resultado das eleições é um claro sinal de que grande parte dos gregos está insatisfeita com as medidas de austeridade econômica exigidas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional em troca dos pacotes de resgate no valor de 240 bilhões de euros.

Resultado decisivo

Com a vitória, o Syriza se tornou o primeiro partido contrário às políticas de austeridade a vencer uma eleição na Europa. Já Tsipras, de 40 anos, deverá ser o primeiro-ministro mais jovem da história da Grécia.

O resultado das urnas é visto como decisivo para a futura política social e econômica do país, altamente endividado. O líder do Syriza exige um corte da dívida, algo que os credores da chamada troica – União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu – rejeitam categoricamente.

Em pronunciamento feito no domingo em Atenas, Tsipras afirmou que o país vai trabalhar junto a seus credores em busca de uma saída "viável" para a dívida de cerca de 300 bilhões de euros, mas que está determinado a deixar para trás o "desastroso programa de austeridade".

Após os primeiros resultados, a cotação do euro em relação ao dólar despencou e atingiu o menor patamar dos últimos 11 anos nos mercados asiáticos. A bolsa de valores da Grécia abriu em queda de 2,04%.

CN/rtr/ap/afp/lusa

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