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Mundo

Suspeitos de Boston planejavam atacar Nova York, afirma polícia

Times Square seria o próximo alvo dos irmãos Tsarnaev após os ataques em Boston, segundo depoimento do principal suspeito. Decisão foi espontânea e fracassou por falta de gasolina no carro, diz a polícia.

Os dois irmãos acusados pelos ataques de Boston planejaram detonar mais explosivos no largo Times Square, região central de Manhattan, em Nova York, segundo declarações dadas nesta quinta-feira (25/04) pela polícia da cidade.

Ainda internado num hospital em Boston, o suspeito Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, teria confessado ao FBI que ele e o irmão Tamerlan – morto durante perseguição policial – planejaram colocar bombas na Times Square. Para o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, a notícia é "um lembrete horrível de que ainda somos alvo dos terroristas".

De acordo com o chefe da polícia de New York, Ray Kelly, a dupla pretendia usar um explosivo semelhante ao detonado em Boston – uma bomba feita com uma panela de pressão – além de cinco bombas caseiras e granadas improvisadas.

A decisão, segundo Kelly, foi tomada de forma espontânea, logo após o FBI divulgar fotos da dupla e pouco antes do início da perseguição policial que resultou na morte de Tamerlan.

O improvisado plano teria fracassado quando os dois constataram que a Mercedes-Benz roubada por eles não tinha gasolina para uma viagem a Nova York, relatou Dzhokha, segundo Kelly. Por isso eles teriam parado num posto de gasolina. Nesse momento, o dono da Mercedes, que estava no carro, fugiu e acionou a polícia, disse Kelly. A chamada desencadeou, por fim, a caçada policial aos suspeitos.

Os irmãos – acusados de realizar os ataques do dia 15 abril perto da linha de chegada da Maratona de Boston, matando três pessoas e deixando mais de 200 feridos – usariam os explosivos remanescentes numa das áreas mais movimentadas de Manhattan.

Direito de permanecer calado

Beth Israel Deaconess Medical Center in Boston Attentäter Dzhokhar A. Tsarnaev

Suspeito segue internado num hospital de Boston

O presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados dos EUA, o republicano Mike Rogers, contestou um possível ataque a Nova York. Ele disse ser mais provável que os irmãos planejassem outra ataque a Boston. "Para mim não está claro que eles iriam lá para atacar, mesmo que estivessem com os explosivos. Na minha opinião, é mais plausível que eles atacariam a região de Boston pela terceira vez e depois fugiriam para Nova York", opinou Rogers em entrevista ao canal de notícias CNN.

Rogers afirmou que Tsarnaev não tem cooperado muito com as autoridades desde que a polícia leu os seus direitos constitucionais, que garantem ao suspeito o direito de ficar calado e receber orientação jurídica. A advogada do suspeito, Miriam Conrad, recusou-se a comentar se Tsarnaev ainda falava com os investigadores.

Mãe dos suspeitos acusa polícia

Ainda hospitalizado, Tsarnaev foi acusado formalmente, nesta segunda-feira, pelo uso de armas de destruição em massa e, se condenado, pode enfrentar a pena de morte. A mãe dos dois suspeitos, Zubeidat Tsarnaeva, considera os filhos inocentes e acusa as autoridades americanas de matarem o seu filho desnecessariamente. "Tamerlan foi morto cruelmente", protestou.

Tsarnaeva e seu ex-marido, Anzor Tsarnaev, receberam os investigadores norte-americanos na Rússia, numa visita organizada pela embaixada dos EUA e as autoridades russas. O pai disse que pretende ir aos Estados Unidos para ver o filho internado e enterrar o mais velho.

Falhas na segurança

Tamerlan Zarnajew Anschläge Boston Marathon Watertown

Tamerlan Tsarnaev estava na base de dados de potenciais terroristas

O nome do suspeito que foi morto pela polícia e considerado o principal articulador do atentado, Tamerlan, já estava na base de dados de potenciais terroristas do governo americano há meses antes do atentado. O país também já tinha sido duas vezes advertido sobre ele pelas autoridades russas.

Por isso, Washington agora concentra o serviço de inteligência nas ações que antecederam o atentado para investigar se houve falhas no rastreamento do suspeito. O diretor nacional do serviço de inteligência, James Clapper, pediu cautela "até nós esclarecermos todos os fatos".

O senador republicano da Carolina do Sul, Lindsey Graham, no entanto, culpa a administração do presidente Barack Obama por não ter impedido o ataque. "Eu só sei que o sistema está quebrado", afirmou.

O senador pela Carolina do Sul ligou os atentados do dia 15 de abril com a morte do embaixador americano J. Christopher Stevens, em setembro do ano passado, durante um ataque ao Consulado americano na Líbia. "Para mim, desde o que aconteceu em Benghazi até hoje só estamos retrocedendo em termos de segurança nacional", disse Graham.

FA/afp/rtr

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