1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Suspeitos de atentado em Paris são vistos no norte da França

Dono de posto de gasolina teria reconhecido irmãos Kouachi, que tiveram suas fotos divulgadas pela polícia e são descritos como "armados e perigosos". Até agora, sete já foram detidos nas investigações sobre o ataque.

Os dois irmãos suspeitos de serem os autores do atentado ao semanário satírico "Charlie Hebdo", em Paris, teriam sido vistos no norte da França na manhã desta quinta-feira (08/01) e estariam armados, segundo a mídia francesa.

O gerente de um posto de gasolina perto de Villers-Cotteret teria "reconhecido os dois homens suspeitos de terem participado do ataque", disse uma fonte ligada à caçada policial.

A dupla em questão são os irmãos parisienses Cherif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos, dos quais a polícia divulgou fotos descrevendo-os como "armados e perigosos". Cherif, um conhecido jihadista, foi condenado em 2008 por envolvimento numa rede que recrutava combatentes numa mesquita de Paris para lutar contra americanos no Iraque.

Segundo o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, os dois suspeitos eram conhecidos dos serviços de inteligência e "sem dúvida" já estavam na mira das autoridades antes do ataque desta quarta-feira, que deixou 12 mortos.

Paris Anschlag auf Charlie Hebdo - Attentäter Cherif Kouachi & Said Kouachi

Os irmãos Cherif e Said Kouachi

Até agora, sete pessoas foram presas durante a caçada aos irmãos. Ainda na noite de quarta-feira, horas depois do atentado, um jovem que também estava entre os suspeitos se entregou à polícia.

Hamyd Mourad, de 18 anos, se apresentou em Charleville-Mézieres, cerca de 230 quilômetros ao norte de Paris. Mourad disse ter visto seu nome "circulando nas redes sociais". Ele não foi identificado em nenhum dos vídeos que registraram o ataque, mas é suspeito de cumplicidade.

A mídia francesa citou colegas do jovem dizendo que ele estava na escola no momento do atentado – o mais sangrento da França em meio século, com 12 mortos.

No dia seguinte ao ataque, o Charlie Hebdo anunciou que sua edição da semana que vem será publicada na quarta-feira, como de costume. A equipe do jornal se reunirá em breve, e a publicação servirá para mostrar que "a estupidez não vencerá", disse Patrick Pelloux, um dos editores que sobreviveu ao massacre, à agência de notícias AFP.

Nesta quinta-feira, a França amanheceu sob luto nacional pelos jornalistas e policiais mortos no massacre. Um policial francês ficou ferido num tiroteio no sul de Paris pela manhã, mas ainda não está claro se o incidente tem alguma ligação com o caso Charlie Hebdo.

Após o ataque ao semanário, famoso por satirizar o islã, houve demonstrações de solidariedade de Moscou a Washington. Dezenas de milhares saíram às ruas carregando cartazes com os dizeres "Eu sou Charlie", em defesa à liberdade imprensa e ao Charlie Hebdo.

LPF/afp

Leia mais