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Mundo

Suspeito de atentado em Paris teria sido treinado pela Al Qaeda

Irmãos Cherif e Said Kouachi já estavam há anos na lista de suspeitos de terrorismo dos EUA e eram proibidos de voar para o país. Um deles teria recebido treinamento militar no Iêmen.

Os dois suspeitos de terem cometido o atentado ao semanário parisiense Charlie Hebdo, os irmãos Cherif e Said Kouachi, estavam há anos na mira dos EUA como suspeitos de terrorismo, segundo informações da imprensa americana e de um funcionário do governo em Washington.

De acordo com a emissora CNN, os nomes dos irmãos Kouachi constavam na chamada lista de observação de terrorismo "Tide". Em condição de anonimato, um representante do governo americano também afirmou à agência de notícias AFP nesta quinta-feira que os nomes faziam parte das listas de vigilância dos EUA "há anos".

O funcionário de Washington disse ainda que os irmãos integram a chamada no-fly list, que os proíbe de voar para os Estados Unidos.

Além disso, o irmão mais velho, Said, recebeu treinamento da Al Qaeda no Iêmen, disse outro representante do governo americano, com base em informações do serviço secreto francês e confirmando relatos do jornal The New York Times. Said teria sido treinado para atirar, entre outras coisas. Segundo a CNN, um dos dois irmãos esteve na Síria no ano passado.

Antes, se pensava que o irmão mais novo, Cherif, era mais conhecido pelas autoridades. Ele foi condenado em 2008 por envolvimento numa rede que recrutava combatentes numa mesquita de Paris para lutar contra americanos no Iraque. Ele foi condenado a três anos de prisão, dos quais cumpriu a metade.

Os irmãos, nascidos em Paris, são de ascendência argelina e ficaram órfãos quando crianças. Eles teriam sido radicalizados ao começar a frequentar a mesquita de Adda'wa, na capital francesa.

Segundo o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, os dois suspeitos eram conhecidos dos serviços de inteligência e "sem dúvida" já estavam na mira das autoridades antes do ataque de quarta-feira, que deixou 12 mortos. Após identificar os suspeitos, a polícia divulgou fotos deles, descrevendo-os como "armados e perigosos".

LPF/dpa/afp

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