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Cultura

Surrealismo é tema de mostra em Düsseldorf

Mais de 500 objetos pontuam a história do surrealismo. Com obras de Breton a Duchamp, passando por de Chirico e Man Ray, a curadoria tenta destacar o caráter de vanguarda do movimento.

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Visitante observa obra de Pablo Picasso em Düsseldorf

André Breton definiu, em 1924, o surrealismo como "um meio de libertação total do espírito". A exposição no Museu Kunstsammlung NRW, que deverá ser aberta no próximo sábado (20), em Düsseldorf, procura reconstruir esse viés libertador que dominou o espírito dos anos 20, finalizando a mostra com um panorama do trabalho posterior de alguns dos principais nomes do movimento até o início dos anos 40.

A Kunstsammlung do estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália, onde acontece a exposição, é proprietária de uma das maiores coleções de surrealistas no país. Ali estão acervos contendo obras de Arp, Dalí, Max Ernst, Magritte, Miró, Picasso e Tanguy. A elas a curadoria agregou algumas raridades, como Obra Natural, de Max Ernst, que pertence ao Museu de Arte Contemporânea de Teerã e não era exposta na Alemanha há mais de 30 anos.

Mídias - Além da pintura, que não domina a mostra, estão expostas fotografias, colagens, experimentos, jogos e os trabalhos conjuntos dos surrealistas chamados cadavres exquis. Seguindo uma linha cronológica, o visitante percorre diversos espaços, passando por cantos e nichos que procuram destacar o universo fantástico das visões surrealistas.

O diálogo entre as obras traz à tona os temas tratados pelo movimento: a liberação da fantasia e do sonho, o universo urbano e as associações entre loucura e noite, amor e desejo, revolta e blasfêmia. Ao lado das obras, estão expostos ainda livros, revistas, manifestos e panfletos surrealistas. Paralelamente à exposição, a curadoria organizou um ciclo de filmes que inclui, entre outros, os clássicos O Cão Andaluz (1929), de Buñuel e Dalí, e Balé Mecânico (1924), de Fernand Léger.