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Mundo

Suposto criminoso nazista morre no Canadá

Vladimir Katriuk era o segundo nome na lista dos mais procurados do Centro Simon Wiesenthal e acusado de participar do massacre de Khatyn. Ele tinha 93 anos.

O ucraniano Vladimir Katriuk, acusado de ser um criminoso nazista e o segundo nome na lista dos mais procurados do Centro Simon Wiesenthal, morreu no Canadá, aos 93 anos, disse nesta sexta-feira (29/05) o advogado dele.

Katriuk emigrou para o Canadá em 1951. Segundo o advogado, ele morreu na semana passada, após um longo período de doença.

Autoridades russas acusaram formalmente Katriuk de genocídio no início deste mês, devido ao seu suposto envolvimento no massacre de Khatyn, ocorrido em 1943 no atual Belarus. Ele sempre afirmou ter sido forçado a se unir ao batalhão ucraniano da SS (tropa de elite nazista) e rejeitava todas as acusações.

No entanto, um estudo encomendado em 2012 pela Universidade de Lund, na Suécia, constatou que ele foi uma figura-chave nas atrocidades. "Uma testemunha afirmou que Vladimir Katriuk participou ativamente do massacre: supostamente, ele estava atrás da metralhadora, disparando em qualquer pessoa que tentasse escapar das chamas", afirma o estudo.

Katriuk sustentava, todavia, que sempre foi responsável somente pela proteção dos residentes e dos animais contra ataques de combatentes da Resistência.

De nazista a apicultor

Katriuk alegadamente abandonou a unidade da SS quando esta se deslocou do Leste Europeu para a França em 1944. Ele morava na França quando emigrou para o Canadá em 1951, onde assumiu a cidadania do país. Embora um tribunal tenha declarado que ele havia adquirido a cidadania omitindo informações, o governo canadense decidiu não revogá-la em 2007.

Desde a década de 1950, ele passara a viver com a sua esposa, nascida na França, na cidade de Ontário, onde trabalhava como apicultor.

No início do mês, a Rússia acusou Katriuk de genocídio e requereu a sua extradição. Mas o governo canadense se recusou a extraditá-lo, afirmando que a ingerência de Moscou na Ucrânia e a anexação da Crimeia o levavam a não considerar o pedido.

Na Alemanha, a Promotoria de Hamburgo retirou a queixa contra o suposto criminoso nazista Gerhard Sommer. Ele sofre de demência e foi declarado inapto para o julgamento.

CA/ap/afp

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