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Economia

Super cata-ventos e minimotores

Um giro pela Hanôver 2003 revela maravilhas da técnica e promessas de sucesso num mercado estagnado.

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As engrenagens de um aerogerador em Hanôver

A Feira da Indústria de Hanôver 2003 está dividida em oito diferentes setores, que vão de "Pressão e vácuo" a "Microtecnologia". Alguns deles sofrem um certo preconceito por parte do público leigo, porém ao serem observados mais de perto revelam mundos fascinantes. Um exemplo é "Técnicas de acionamento": "Árido e maçante", dirão alguns, "técnico demais", replicarão outros. Talvez por isso, a organização da feira apelou para a aura da língua inglesa, intitulando esta parte da exposição "Motion and drive".

Quem vence o preconceito descobre que, sem acionamento e propulsão, nada se move no mundo moderno: nenhuma roda gira, o computador não funciona, as bombas não puxam água. Ficamos também sabendo que nesse ramo diversas firmas alemãs são campeãs mundiais com seus produtos.

Hartmut Rauen, da associação das indústrias do setor, explica as razões dessa liderança. Tanto o empresariado como o governo investem generosamente na pesquisa das técnicas de acionamento, a Alemanha tem as melhores faculdades e engenheiros do campo. Três quartos da produção nacional são exportados e boa parte das empresas do setor já tem representação no estrangeiro.

Duas inovações apresentadas na Hanôver 2003 mostram a extensão desse ramo tecnológico: a Renk, de Augsburg, expõe uma roda dentada de dois metros de diâmetro. Ela constituiu uma peça importante de uma nova geração de aerogeradores. Produzindo cinco mil quilowatts/hora de energia eólica, estes compõem-se de turbinas de vento de 120 metros de diâmetro, montadas sobre torres de cem metros de altura: alta capacidade em espaço reduzido.

No outro extremo da escala está um mini motor elétrico, destinado à utilização em corações artificiais. Aqui o desafio foi desenvolver um mecanismo de propulsão o mais compacto possível, que pudesse ser integrado à bomba cardíaca. Além de altamente eficiente, ele devia produzir o mínimo de calor. A firma Wittenstein exibe em Hanôver sua resposta a todas essas exigências: um motor medindo apenas 17 milímetros.

Automação e inteligência

Miniaturização é também a palavra-chave num outro ponto da mostra: no setor "Automação industrial", a firma Festo exibe uma instalação completa para etiquetação e embalagem de lápis, em apenas dois metros quadrados. Isso é possível, não só graças à técnica de microssistemas, que se move na escala dos milésimos de milímetros: foi necessária uma mudança de paradigma. E assim nasceu o conceito de "fábrica flexível", cujos autômatos e células-robôs podem ser rapidamente adaptados à produção de novos artigos. Essas mini linhas de montagem são a especialidade da firma Ohrmann, da Renânia do Norte-Vestfália.

Enquanto o setor de engenharia de máquinas prevê para este ano nada além de estagnação, a automação e a nanotecnologia prometem enormes perspectivas de crescimento. Mas a fábrica do futuro não é apenas menor e mais rápida, seus produtos são também mais perfeitos: sofwares inteligentes dirigem todo o processo de produção, acusando eventuais falhas e suas causas.

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