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Mundo

Suíços aprovam ingresso na ONU

Temores de que a Suíça perdesse sua tradicional neutralidade impediram durante décadas que o país alpino entrasse para as Nações Unidas.

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Suíça deposita seu voto em Genebra

A Suíça será o 190º membro das Nações Unidas. 55% da população pronunciou-se a favor do ingresso em plebiscito. Quanto aos cantões, cujo voto também era importante, 12 votaram a favor e 11 contra, com o que o resultado foi bastante apertado. Até agora, somente a Suíça e o Vaticano não pertenciam ao Vaticano. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan mostrou-se satisfeito com a "expressão da crença no trabalho e nos ideais das Nações Unidas".

Enquanto o resultado do plebiscito foi louvado pela iniciativa privada e a maior parte dos políticos, o líder da frente de rejeição, o deputado Christoph Blocher, do Partido Popular Suíço, conservador, acha que a Suíça sairá enfraquecida, o que terá conseqüências econômicas. "A independência da Suíça foi afetada", segundo ele, que agora irá lutar para evitar o ingresso do país na União Européia.

Incerteza até o final - Até o último momento não se sabia qual seria o resultado nos cantões, que têm diferentes status, 20 são cantões "plenos" e 6 "parciais". Os cidadãos com direito a voto somavam 4,8 milhões. Participaram 57,5% dos eleitores, o que é considerado uma alta porcentagem.

Destaca-se o resultado do plebiscito em Genebra, onde 67% disseram "sim" à ONU. Genebra é sede do secretariado e de vários organismos das Nações Unidas, onde trabalham 10.500 funcionários. A aprovação foi maior na parte ocidental e francesa do país, enquanto a rejeição foi significativa nas regiões rurais.

Em 1986, três de cada quatro eleitores suíços, bem como todos os cantões, votaram contra o ingresso. Desta vez, os partidos da coalizão de governo, as empresas e a iniciativa privada em geral fizeram campanha a favor da participação no organismo. Seus adversários temem principalmente a perda da neutralidade e compromissos imprevisíveis, quanto à participação em ações da ONU.

Reação alemã - Em declaração emitida em Berlim, o ministro alemão do Exterior, Joscha Fischer, saudou o resultado. "Com a Suíça torna-se membro da organização mundial uma das mais antigas democracias. Sobretudo seu engajamento no terreno humanitário é uma contribuição de destaque para o combate à pobreza e miséria no mundo", disse o ministro.