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Economia

Suíço é novo presidente do Deutsche Bank

O objetivo de Josef Ackermann é reestruturar o Deutsche Bank para fortalecer sua posição frente à concorrência global. Suas ações estão tão desvalorizadas, que o banco corre o risco de uma incorporação.

O Deutsche Bank tem um novo presidente: Josef Ackermann (54). Nascido em Mels, na Suíça, ele é o primeiro estrangeiro a assumir a liderança do maior banco alemão e um dos maiores da Europa. Indicado para a posição há mais de um ano, ele foi eleito pela assembléia geral desta quarta-feira, substituindo Rolf Breuer, que exerceu o cargo durante cinco anos.

Tendo estudado Economia na universidade de elite de St. Gallen, Ackermann fez sua carreira no Schweizerische Kreditanstalt, que resultou no atual Credit Suisse. Para o banco, exerceu funções em Nova York, Zurique e Frankfurt. Em 1996, acabou se desentendendo com o presidente do banco e foi convidado a assumir o Investment-Banking do Deutsche Bank, setor cujo faturamento duplicou sob sua direção.

A nova estratégia - Ackermann considera-se um "europeu de coração", por pensar em dimensões européias. Louvado por seus dons de estrategista, caberá a Ackermann preparar o Deutsche Bank para enfrentar a concorrência global.

Isso se traduz em dois objetivos: reduzir os custos e duplicar o valor de mercado, pois a cotação das ações está tão baixa que o maior banco alemão corre o risco de ser incorporado por um peixe maior. Concentrar-se nos setores lucrativos e vender as participações em empresas também fazem parte de sua estratégia de racionalização e maior eficiência.

O novo presidente do Deutsche Bank é considerado um homem conseqüente e decidido, mas que reconhece quando comete um erro. Assim, admitiu haver subestimado a disposição do Dresdner Bank a efetuar mudanças, quando das negociações de fusão com o Deutsche Bank. Elas acabaram fracassando principalmente pela resistência de Ackermann e do setor que chefiava.

Fim da era Breuer - Rolf Breuer, que lhe entregou o cargo, passa a presidir o conselho administrativo do banco. Nos cinco anos de sua presidência, Breuer transformou o Deutsche Bank num global player, numa empresa com atuação mundial. Se no início tudo correu bem, a partir da aquisição do Bankers Trust e do destaque que deu ao Investment-Banking, sua atuação passou a ser questionada nos últimos anos, quando não parecia estar muito clara a estratégia do banco.

No afã de reduzir os custos, o banco dividiu-se em dois grandes setores. O Deutsche Bank 24, com uma rede menor de filiais, ocupa-se dos pequenos clientes, enquanto os de maior patrimônio são atendidos no Privat Banking.

Uma vez consumada a separação, agora fala-se em integrar melhor essas duas áreas. No entanto, o caminho da contenção de gastos parece inevitável, e em sua última entrevista, Breuer deixou entrever que não exclui cortes de empregos que superem os 9000 postos de trabalho que o banco ainda pretende suprimir.

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