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Economia

Suíça atrai mão-de-obra qualificada alemã

A Alemanha precisa de profissionais qualificados. Mas os próprios alemães estão indo embora, por exemplo, para a Suíça. O que será que torna o país alpino tão atraente?

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Paisagem suíça pesa na decisão de alemães emigrados

Os imigrantes são altamente qualificados: cerca de 50% dos trabalhadores alemães na Suíça têm curso superior completo. A presença alemã nas camadas mais altas do mercado de trabalho chama atenção, constata Franz Jaeger, professor de política econômica na Universidade de St. Gallen. Uma ameaça para os formados suíços? Muito pelo contrário: "Ficamos contentes de saber que os alemães se sentem tão bem aqui. Não temos nenhum problema com isso", afirma Jaeger. A Suíça tem um sistema educacional de altíssima qualidade, mas os quadros são reduzidos. Além disso, muitos suíços com alta qualificação profissional preferem migrar para países anglo-saxônicos. Isso abre espaço para os alemães.

Liberdade em vez de garantias sociais

Os alemães gostam de preencher estas lacunas. A Suíça vem se tornando um alvo interessante por diversos motivos. Lá eles podem ganhar mais dinheiro, porque os encargos sociais e outros descontos salariais são mais baixos. Além disso, muitos alemães acham o cotidiano suíço mais flexível e menos burocrático, conforme observou Frank Jaeger: "Para mudar de emprego, o processo é muito mais rápido e o prazo de demissão mais flexível. Muitos preferem esta liberdade a todas as garantias que a Alemanha oferece." Por fim, a bela paisagem e a boa atmosfera na Suíça influenciam bastante a decisão dos alemães.

Qualidade em vez de nacionalidade

É por isso que a cota de alemães nos hospitais e nas universidades é tão alta. No Hospital do Cantão da Basiléia, por exemplo, cerca de um terço dos médicos são alemães; na Universidade de Zurique, os alemães representam 30% dos professores. Tanto para hospitais quanto para universidades, o que importa é qualidade e não nacionalidade. "Empregamos os melhores candidatos", resume Andreas Bitterlin, porta-voz do Hospital do Cantão de Berna. "Sobretudo em certas áreas, como a cardiocirurgia, estamos felizes com a vinda dos alemães; do contrário, a qualidade do tratamento médico certamente seria mais baixa." No Hospital do Cantão da Basiléia, os três médicos-assistentes da cardiocirurgia são alemães. "Aqui médicos jovens têm mais possibilidades e um campo de atuação maior; sua atividade não é tão limitada como na Alemanha", afirma Bitterlin.

Assimilação de formados

Nas universidades suíças, os alemães também encontram boas condições de trabalho. Em se tratando de projetos de pesquisa, eles elogiam estruturas menos hierárquicas e trâmites menos burocráticos. Isso também se aplica ao mero cotidiano acadêmico. Para garantir a qualidade de ensino, os concursos sempre são divulgados internacionalmente. "Com isso temos acesso a um mercado muito maior de mão-de-obra qualificada", justifica Kurt Reimann, secretário-geral da Universidade de Zurique. Na Universidade Técnica de Zurique, até o presidente e o vice são alemães.

A integração dos alemães é ótima, comenta Franz Jaeger. Apesar de o dialeto suíço representar uma dificuldade no começo, depois de um ano a maioria já consegue entender. Jaeger diz não saber, em muitos casos, se a pessoa é da Alemanha ou da Suíça. Às vezes até pergunta em quem eles vão votar, surpreendendo-se com a resposta: "Não voto aqui." Mesmo sem poder votar, os high potencials alemães continuam indo trabalhar na Suíça.

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