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Esporte

Suíça abre investigação sobre Copas de 2018 e 2022

Promotores apuram esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na escolha de Rússia e Catar como sedes dos próximos Mundiais. Caso corre em paralelo ao processo americano que levou à prisão de sete cartolas em Zurique.

O Ministério Público da Suíça anunciou nesta quarta-feira (27/05) ter aberto uma investigação criminal sobre um possível esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo as escolhas das sedes das Copas do Mundo de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

Embora tenha sido tornada pública apenas agora, a investigação já está em andamento desde o último dia 10 de maio. Os nomes dos investigados não foram divulgados. Documentos e dados armazenados em computadores da Fifa na Suíça foram apreendidos.

A investigação corre paralelamente ao processo judicial aberto nos Estados Unidos, que levou nesta quarta-feira à

detenção, em Zurique, de sete altos dirigentes do futebol mundial

– entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin. Eles deverão ser extraditados, sob acusação de lavagem de dinheiro, fraude e extorsão em esquemas que estariam em funcionamento desde os anos 1990.

A justificativa para a abertura da investigação na Suíça é de que alguns dos crimes teriam sido cometidos em Zurique, onde a Fifa tem sua sede e onde, nesta sexta-feira, elege seu novo presidente geral em votação interna.

"Suspeita-se que parte do enriquecimento ilícito tenha acontecido em território suíço", afirmaram os promotores em nota. "Serão interrogadas dez pessoas que participaram, como membros do comitê executivo, da votação para a escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022.

Um porta-voz do Ministério Público Federal suíço informou que nem o presidente da Fifa, Joseph Blatter, nem o presidente da Uefa, Michel Platini, estão entre os investigados. Segundo ele, ainda não foi aberto processo judicial na Suíça contra nenhum dos suspeitos.

RPR/afp/ap/rtr

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