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Mundo

Struck: Otan não é dos EUA

Durante um fórum promovido pelas Forças Armadas da Alemanha em Berlim, o ministro da Defesa, Peter Struck, teceu críticas à política militar americana.

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Peter Struck com o secretário-geral da Otan, George Robertson

A política militar do governo americano é problemática para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), declarou o ministro alemão da Defesa, Peter Struck, durante o fórum "Bundeswehr e Sociedade" na segunda-feira (03/11), em Berlim, e que contou com a presença do secretário-geral da Otan, George Robertson.

Struck classificou a coalizão selada durante a guerra no Iraque de "prejudicial" para a Otan, por ameaçar o princípio de consenso da aliança militar transatlântica. Ele frisou que a função da Otan "não é a de um simples auxiliar para a concretização das decisões tomadas em Washington", e lembrou que até o poder militar americano tem limites.

Sozinho, o Exército dos EUA não poderá realizar com sucesso a reconstrução de países como o Iraque e Afeganistão, disse o ministro alemão, em alusão aos recentes ataques contra as tropas americanas de ocupação no Iraque. Por isso, completou Struck, é importante que, antes de mais nada, se procure acertar uma negociação multilateral, que atenda aos interesses de todos os envolvidos. "Isso seria a melhor opção até para os poderosos Estados Unidos".

Modernização urgente

Embora o ministro alemão ainda veja diferenças na política de segurança entre a Europa e os Estados Unidos, o secretário-geral da Otan, George Robertson considera que os danos causados à organização com as divergências sobre o Iraque surgidas entre a Europa e os Estados Unidos foram rapidamente superados. "Todos concordamos no que é preciso fazer", disse Robertson, que citou o terrorismo internacional, a proliferação de armas de destruição em massa e o crime organizado como os grandes desafios.

Robertson lamentou a constante diminuição das cotas orçamentárias destinadas ao setor de defesa na Europa e o atraso em termos de tecnologia militar. Em encontro com o ministro das Relações Exteriores, Joschka Fischer, o secretário-geral da Otan exigiu uma modernização das Forças Armadas na Europa, incluindo a Alemanha. Fischer retrucou que as mudanças serão implementadas de acordo com as verbas disponíveis.

Afeganistão e Otan

Apesar dos ataques diários contra tropas americanas no Iraque, os EUA não manifestaram qualquer intenção de pedir ajuda à Otan, revelou Robertson, acrescentando que a missão no Afeganistão continua sendo a principal tarefa da Aliança Atlântica no momento.

"Se não formos para o Afeganistão, o Afeganistão virá até nós", resumiu o secretário-geral, referindo-se ao perigo de uma onda de refugiados e da proliferação de drogas. Nesse contexto, ele elogiou o engajamento das Forças Armadas alemãs junto à tropa internacional de proteção (ISAF) para a reconstrução e estabilização do Afeganistão.

Grã-Cruz do Mérito

Em sua última visita oficial à Alemanha como secretário-geral da Otan, George Robertson foi agraciado com a Grã-Cruz do Mérito, um das mais altas condecorações do país. Em janeiro de 2004, Robertson cederá o comando civil da Aliança ao holandês Jaap de Hoop Scheffer.

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