Strauss-Kahn é enviado para um presídio em Nova York | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 17.05.2011
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Mundo

Strauss-Kahn é enviado para um presídio em Nova York

Justiça nova-iorquina nega pagamento de fiança de 1 milhão de dólares e encaminha diretor-gerente do FMI à famosa prisão de Rikers Island, onde ele aguarda julgamento.

Strauss-Kahn (d) e advogado durante audiência em tribunal de Nova York

Strauss-Kahn (d) e advogado durante audiência em tribunal

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, foi transferido para o presídio de Rikers Island, localizado numa ilha de Nova York. Ele está numa cela individual de 3,5 metros por 4 metros, segundo a Justiça da cidade. Rikers Island é uma prisão famosa, onde costumam ficar detentos que aguardam julgamento.

Strauss-Kahn foi enviado para lá após um tribunal nova-iorquino recusar o pagamento de uma fiança de 1 milhão de dólares, alegando risco de fuga. O chefe do FMI é acusado de tentativa de estupro, abuso sexual e cárcere privado, com base nas denúncias de uma funcionária de um hotel de Nova York. Se condenado, ele pode pegar até 25 anos de cadeia.

Rikers Island é o maior centro de detenção de Nova York e é composto por dez prisões, onde os detentos são separados por idade e sexo. Não há prisões para detentos que cumprem penas longas em Nova York e a maioria dos 13 mil prisioneiros da cidade está em Rikers Island, segundo a polícia local.

O local contrasta com o conhecido estilo de vida luxuoso de Strauss-Kahn e com o hotel em que ele estava hospedado três dias antes. Lá ele havia alugado uma suite de 3 mil dólares, com centro de conferências e banheiro em mármore.

Na prisão, Strauss-Kahn poderá receber até três visitas por semana, além de seus advogados, e terá direito a uma hora diária de exercícios fora da cela.

Os advogados de Strauss-Kahn afirmam que ele é inocente. Independentemente disso, a carreira política do socialista francês parece estar arruinada. Ele pode perder o cargo de diretor-gerente do FMI e deve ver reduzidas suas chances na corrida eleitoral pela Presidência francesa.

AS/rtr/afp
Revisão: Bettina Riffel

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