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Mundo

Stoiber exige fim do decreto que expulsou alemães dos sudetos

O candidato à sucessão do chanceler federal da Alemanha, Edmund Stoiber, exigiu da República Tcheca a revogação do decreto que legitimou a expulsão de 3 milhões de alemães dos sudetos, após a Segunda Guerra Mundial.

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Descendentes de alemães dos sudetos em trajes típicos.

Stoiber falou para 10 mil participantes da cerimônia pela passagem do 53º Dia dos Alemães dos Sudetos, em Nurembergue. Pouco antes, o primeiro-ministro tcheco, Milos Zeman, havia defendido o decreto baixado em represália ao extermínio de 42 mil pessoas no campo de concentração Theresienstadt (Teresin) pelas tropas de Adolf Hitler.

As deportações não prejudicaram os atingidos, mas foram aproveitadas, disse o premier numa cerimônia em memória às vítimaas do Holocausto no antigo campo de concentração, que contou com a presença da primeira dama dos Estados Unidos, Laura Bush. "Eles (alemães) queriam ir para casa no Reich e se foram", disse Zeman. Cerca de 200 mil pessoas passaram pelo campo de concentração, o gueto e a fortaleza Teresin durante a ocupação nazista, de 1940 a 1945.

Em Nurembergue, Stoiber condenou a posição da coalizão de governo social-democrata (SPD) e Verde da Alemanha pela qual a questão dos sudetos faria parte do "museu da história alemã". O político social-cristão (conservador) criticou especialmente o ministro do Interior, Otto Schily (SPD), por ter dito, numa cerimônia idêntica no sábado, que "as injustiças passadas pertencem ao passado". Stoiber destacou que se for eleito chanceler federal em 22 de setembro não vai permitir que as questões do passado sejam ignoradas. "Os alemães dos sudetos desejam que o decreto de expulsão seja revogado e lamentado", afirmou. Ele apoiou a idéia de criação de um fundo de reconciliação, com recursos tchecos, para os alemães expulsos dos sudetos.