1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Steinmeier pede que países do Golfo ajudem refugiados

Ministro do Exterior alemão apela para que Arábia Saudita e nações da região façam mais pelos que fogem da guerra e da violência no Oriente Médio. Rei saudita rejeita negociações sobre paz na Síria com presença do Irã.

O ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, pediu nesta segunda-feira (19/10) que a Arábia Saudita e outros países do Golfo Pérsico façam mais pelas centenas de milhares de pessoas fugindo da guerra e da violência no Oriente Médio.

"Claro que queremos que todo o Golfo Pérsico participe da ajuda humanitária aos refugiados", disse o ministro, após reunião com o rei saudita Salman bin Abdulaziz al-Saud na capital Riad.

Steinmeier, em viagem de quatro dias à região, disse que isso também se aplica ao acolhimento de refugiados. Estados ricos do Golfo têm enfrentado críticas pela relutância em receber migrantes sírios.

De acordo com a ONU, a Arábia Saudita abrigava 561 refugiados e 100 requerentes de asilo em dezembro do ano passado. No entanto, Riad forneceu mais de 92 milhões de dólares em ajuda à Agência da ONU para Refugiados (Acnur) no ano passado.

Steinmeier também afirmou que não vê chances de novas negociações com a Síria com participação das potências regionais do Golfo Pérsico, depois de destacar as grandes diferenças que ainda existem entre Irã e Arábia Saudita.

Após conversa com o rei Salman, Steinmeier observou que a Arábia Saudita continua a ter "profunda desconfiança" em relação ao Irã. "Neste momento, é muito difícil superar as diferenças profundas", disse.

O rei saudita assegurou-lhe, no entanto, que está interessado ​em uma solução política para a crise síria. Antes de Riad, Steinmeier viajou ao Irã, cujo governo manifestou disposição de conversar com todos os países vizinhos.

A Alemanha está tentando, junto com outros países, promover novas conversações sobre a Síria, nas quais pretende incluir as potências regionais e a Turquia. No entanto, Irã e Arábia Saudita formam dois blocos difíceis de serem conciliados, já que o Irã e a Rússia apoiam o regime de Bashar al-Assad, e os sauditas, vários grupos rebeldes que querem derrubar o líder sírio.

MD/dpa/rtr

Leia mais